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quinta-feira, 23 de agosto de 1973

Cantando é como se dissesse: estou aqui !

Para além das paisagens e dos grandes espaços que as viagens paternas me tinham  mostrado,  para  além
Santa Cruz, 20 de Maio de 1973
das muitas fragas galgadas nos "anos loucos" de 1970 a 72, um recanto natural que me era e é familiar desde que nasci são os pinhais e as arribas costeiras da Praia de Santa Cruz, Torres Vedras.
Quantas contemplações daquele mar impetuoso, galgando as "varandinhas" da Praia Formosa, ou o sopé do Penedo do Guincho. Quantas caminhadas pinhais fora, ou pelas arribas, entre a Praia Azul e Porto Dinheiro. E, também ... quantas passeatas na bicicleta ou na motorizada alugada ao "velho" Sr. Filipe ... incluindo vários "malhanços"...J! Quantos anseios sonhados...
Agora que, em 1973, eu tinha uma companheira ... era "obrigatório" levá-la a Santa Cruz...J! E se em Abril eu tinha conhecido Vale de Espinho ... em Maio ela conheceu as arribas e os pinhais de Santa Cruz. Claro que, mais uma vez ... brasinha, brasinha, cada um em sua casinha...J!
E chegamos ao Verão de 1973.  A Paróquia de Moscavide, onde a minha arraiana vivia,  organizava  todos os anos uma Colónia de Férias para jovens, junto ao Santuário dos Remédios, no Cabo Carvoeiro, Peniche.
Colónia nos Remédios, Peniche,
12 de Agosto de 1973
Em 1973, foi de 10 a 25 de Agosto: 15 dias que passei, acampado ... em frente da Colónia de Férias dos Remédios...J! Mas não fui o único! Outros que, como eu, tinham o "estatuto" de namorados das gaiatas, ali estavam também!  Naqueles 15 dias,  muitas vezes  íamos
Cabo Carvoeiro, 16.08.1973
para o Cabo Carvoeiro depois do jantar, ver o mar e o céu, cantar, viver a nossa juventu-de. Outras vezes íamos a pé à vila, a Peniche, algumas vezes até de madrugada, ao pão quente. Era uma colónia de férias da paróquia, mas até a missa era momento de conví-vio e de canto. Obrigado Padre Cosme e Padre Cartageno ... obrigado Francisco Fanhais, pelas muitas músicas que dele cantávamos ... porque "cantando é como se dissesse: estou aqui ! "
No dia 22, fomos no velho "Cabo Avelar Pessoa" até ao paraíso das Berlengas. Passámos lá o dia, entre o mar e o céu. Parecia-nos que o tempo tinha parado, que nada mais havia no Universo senão nós, as águas transparentes e as rochas luzidias!

Ao regressar a Lisboa, deixei para trás a última "aventura" daquela etapa da minha vida ... a vida de solteiro. Ao passar, perto da Lourinhã, na placa que dizia "Bolhos 4 km", não deixei de relembrar que foi ali que tudo começou, na Espeleologia, nas grutas de Bolhos, quase 3 anos antes. Juntámos os "trapinhos" em Dezembro de 1973.
20 de Janeiro de 2011

1 comentário:

António disse...

É também, na qualidade de testemunhas, dessa conjugação solene de vontades, de "juntar os trapinhos", que daqui mandamos um grande abraço à Eulália e outro ao Zé.

Maria dos Anjos e Mousinho