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sábado, 16 de outubro de 2010

Das aldeias do xisto ao Alto Douro vinhateiro
e ao Buçaco

No rescaldo do turbilhão de sentimentos de revolta pela tragédia que se tinha abatido sobre o Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Setembro de 2010 proporcionou-se conhecer um outro grupo de caminhadas e percursos pedestres, o CAOS. Há mais de um ano que não participava em actividades do CAAL, desde os cimos de Mogadouro e Montemuro; e quis experimentar outro grupo. Sinceramente, gostei. Mas os moldes do CAOS são diferentes: não há autocarro, as pessoas organizam-se e juntam-se para participarem nas actividades calendarizadas ou noutras que vão surgindo.
Subindo o vale da Ribeira de Quelhas,
Coentral,  11.09.2010
E assim foi: sem nos conhecermos previamente, eu e duas caminheiras combinámos via site do grupo deslocarmo-nos em conjunto para Figueiró dos Vinhos, onde no fim de semana de 11 e 12 de Setembro iam decorrer duas caminhadas, a de sábado nas faldas da Serra da Lousã, junto à aldeia do Coentral, e a de domingo junto à aldeia de Cumeeira. As caminhadas foram complementadas com uma visita e um almoço convívio na típica aldeia de Casal de S. Simão ... de onde eram naturais os organizadores. E o fim de semana contou ainda, ao entardecer de sábado, com uma tentativa de ver e/ou ouvir os veados que povoam a Serra da Lousã. Foi uma espera inglória ... mas proporcionou agradáveis momentos de silêncio e de comunhão com a serra.
Descendo do Santo António da Neve, 11.09.2010
Clique para ver o álbum
À espera que os veados bramem..., Serra da Lousã, 11.09.2010

                                                             
Uma semana depois estava no Alto Douro com os Caminheiros Gaspar Correia. A 18 e 19 de Setembro, o destino era Vila Real, o Santuário de Panoias e as terras vinhateiras de Santa Marta de Penaguião, com uma bela caminhada pelas faldas da Serra do Viso.
A caminho do Miradouro de S. Pedro de Fontes, Santa Marta de Penaguião, 19.09.2010
Também com a minha "família" caminheira, a 16 de Outubro estava na Serra do Buçaco, subindo da vila à Cruz Alta e, depois, na zona dos moinhos da Serra do Buçaco, entre as aldeias de Aveledo e Carvalho.
18/09/2011

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Em terras de Freixo de Espada-à-Cinta
e na Calçada de Alpajares

Aproveitando o 1º de Maio de 2008 ... o nosso "grupo dos sete" rumou a Trás-os-Montes, às terras de Freixo de Espada-à-Cinta. Partindo eu e a minha "sócia" de Vale de Espinho,  para  onde  tínhamos  ido
Castelo Rodrigo, 1.05.2008
na véspera, o encontro foi junto às vetustas muralhas de Castelo Rodrigo. Depois, rumámos a Barca de Alva e a Freixo, onde nos receberam as muito simpáticas casas à beira Douro, na praia fluvial da Congida.
Há muito que queria conhecer a célebre calçada de Alpajares, também conhecida por calçada dos mouros ... ou calçada do Diabo. Tinha lá estado perto com o CAAL, em Março. Diz a lenda que nos tempos antigos tudo por ali eram barrancos e precipícios medonhos. Um cavaleiro vindo dos lados de Barca d'Alva, em noite de tempestade, chegou à margem da Ribeira do Mosteiro; dada a necessidade de atravessar o bravo curso de água, pois tinha a sua amada à espera, suspirou aflito: "valha-me Deus ou o Diabo". Foi Satanás que apareceu ao chamamento e disse: "Se me deres a tua alma, antes que o galo preto cante, te darei uma ponte e uma estrada para que possas seguir a tua cavalgada sem perigo". O cavaleiro aceitou e o infernal pedreiro e seus acólitos atarefaram-se na arrojada construção de uma calçada entre os fraguedos, ao som de estridentes cantares de bruxas que se reuniram no terreiro, para festejar a conquista de mais uma alma. Mas eis que canta o galo três vezes, quando apenas faltava colocar as duas últimas pedras da ponte. O cavaleiro, liberto do seu compromisso, prosseguiu a sua viagem; e o Diabo, enraivecido, desapareceu com os seus acólitos através de uma bocarra que se abriu entre os penhascos!
Calçada de Alpajares, 2.05.2008
Vale da Ribeira do Mosteiro, 2.05.2008
Sem sobressaltos nem imprevistos demoníacos, descemos a Calçada de Alpajares, de Poiares à foz da ribeira do Mosteiro. A imponência daquelas paragens é grande, mas esperava encontrar gargantas mais cavadas, fragas mais "medonhas" ... talvez porque a expectativa fosse grande demais.
Nos outros dias, visitámos Freixo, percorremos os miradouros do Douro internacional, fomos a Lagoaça e ao cavalo pré-histórico do Mazouco ... e no dia 5 regressámos a casa ... passando por Vale de Espinho.
O cavalo de Mazouco, nas margens do Douro internacional
Filmando as penedias do Douro, 3.05.2008
Douro internacional, 3.05.2008
13/08/2011

sábado, 15 de dezembro de 2007

Do Iberfolk ao Douro e ao Marão ... e quando sou avô numa caminhada!

Depois do périplo asturiano, o segundo semestre de 2007 caracterizou-se por sucessivas actividades cami-nheiras ... sempre com Vale de Espinho e as terras raianas no horizonte... J!
De 7 a 9 de Setembro, o II Iberfolk mobilizou o concelho do Sabugal, para uma mística que englobou música tradicional, caminhadas, contos tradicionais, tudo à sombra das velhas muralhas do Castelo de Sortelha.  É  claro  que  tínhamos de lá estar,  eu e a minha musa,  assistindo aos bailes e concertos,  mas
Chegada a Barca de Alva pelo Douro, 6.10.2007
participando também nas caminhadas de descoberta da Malcata: no percurso da "Patada da Mula", junto à barragem da Meimoa, no dia 8; nos trilhos do Espírito Santo e da Serra das Mesas, no dia 9.
Aproveitando o feriado de 5 de Outubro, o nosso "grupo dos sete" fez nova incursão ao Douro e à Invicta, incluindo o cruzeiro da Régua a Barca de Alva, a continuação do que tínhamos feito em 1999. Nesta subida do Douro ... pude portanto ver a foz do "meu" Côa a partir do Douro que o recebe, bem como a foz do seu "irmão" Águeda, limitando com terras castelhanas.
Cruzeiro no Douro: Foz do Côa, 6.10.2007
Rio Águeda, fronteira, na antiga linha internacional, 6.10.2007
Uma semana depois, participo na Marcha dos Fortes, organizada pela Câmara de Loures e o Clube "Ar Livre" (CAAL): 44 Km a pé, de Runa a Bucelas, pelos Fortes das Linhas de Torres. Até então o meu record pessoal de distância percorrida num dia.
Também com o CAAL, a 27 e 28 de Outubro participo na actividade "Nas Faldas do Marão": três caminhadas, em duas belas jornadas pela serra, com pernoita no parque de campismo de Amarante.
Nas Faldas da Serra do Marão, 28.10.2007
Menos de uma semana depois ... Vale de Espinho, nos Santos. Na tarde do próprio dia 1, levo uns primos há muito afastados dos campos e das serras a recordarem as Fontes Lares, a Serra Alta, a nascente do Côa, o Piçarrão. E no dia seguinte parto "à conquista" do Xálima,  que há muito  me cativava.  Do  alto  dos
Torre de Vigia do Xálima, até onde o "burro" pode ir, 2.11.2007
seus quase 1500 metros de altitude, tem-se dali uma vista deslumbrante. Os horizontes abrangem da serra da Penha de França à Marofa, à Estrela e à Gardunha; percebe-se o vale do Côa; por trás da serra de Penha Garcia, ressalta o morro de Monsanto.
No topo do Xálima, 1493m alt., 2.11.2007
Em tempos pré-romanos, estas terras eram habitadas pelos vetões, parentes próximos dos lusitanos. A origem etimológica do termo Xálima parece derivar de uma divindade pré‐romana que habitava estas montanhas, o deus Xalmas, deus da água. Os romanos deram à região o nome de Transcudânia, designação que perdura até hoje de ambos os lados da fronteira.
Um mês depois ... estava de novo na raia. A manhã do feriado de 1 de Dezembro foi preenchida com um raid pela Malcata, no meu "burro". Pelo Espigal, Ventosa, Malhada Medronheira e Concelhos, desci à barragem da Meimoa e ao Meimão. Deste, quis explorar o vale da Ribeira do Arrebentão, segui-o até à barragem do Sabugal, passei o Côa no Moinho do Cascalhal. No dia seguinte, o "burro" saltou pela Quinta das Vinhas, subiu ao Homem de Pedra, regressou pelas Fontes Lares ... sempre as Fontes Lares.
Salir do Porto, sobre a baía de S. Martinho...
... em caminhada "especial"... J, 15.12.2007
Entretanto, as caminhadas com a "família" Caminheira claro que também continuavam. Em Setembro, tínhamos estado no Parque de Santa Margarida, em Constância; em Outubro foi a vez do Pinhal do Rei; e no dia 10 de Novembro foi a caminhada do magusto, ao longo do meu velho Alviela. A caminhada de Dezembro, no dia 15, era de minha responsabilidade, na zona de Salir do Porto, entre o Paúl de Tornada e o mar. Com dois outros caminheiros, fiz o respectivo reonhecimento e preparação ainda em Novembro. Mas esta caminhada viria a tornar-se especial. A meio da caminhada, pouco antes da paragem para almoço, recebi uma notícia também especial: era, pela primeira vez ... avô! O meu neto mais velho nasceu nesse mesmo dia 15 de Dezembro ... o que naturalmente foi saudado e festejado na caminhada! Nascido com o avô em acção ... pode ser que venha a ser caminheiro... J! Pelo menos já participou entretanto em pequenas caminhadas... J
11/08/2011

segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

Do Alentejo ao Douro ... com Vale de Espinho à vista...

Setembro de 2004.  A  escola  preparava-se  para mais um ano lectivo ... cada vez mais "morno",  cada  vez
Monte do Salgueirinho, Cercal, 3.9.2004
mais insípido. Entretanto o filho mais velho havia casado com uma alentejana ... e no primeiro fim de semana do mês fomos em "excursão" familiar ao Monte do Salgueirinho, perto da barragem de Campilhas, nas terras alentejanas do Cercal. Porto Covo também fez parte do "programa".
Outubro. 23 anos depois, dia 16 voltamos à ruralidade da aldeia de Vale de Urso, concelho de Proença-a-Nova, nos 50 anos de um meu ex-colega do velho Arquivo de Identificação. E no fim de Outubro ... vamos mais uma vez a Vale de Espinho. O feriado dos Santos permitia  um  fim  de  semana  prolongado  ...  e  as  obras   da   casa
Lameiros do Côa em tons de Outono, 30.10.2004
    avançavam.
Lameiros do Côa em tons de Outono, 30.10.2004
No dia 31,  subo  à  Portela  da Arraia  e  à  Pedra
Caseta de carabineiros, Picoto, 31.10.2004
Monteira, em busca da antiga caseta de carabineiros, que encontro em ruínas, perto do barroco "ratchado" e com as espectaculares panorâmicas sobre o Picoto e Valverde! Regresso a casa com 22km feitos ... e no dia seguinte faço mais 20, pelo Passil, Cabeço da Moura e barroco branco. Vou ver as panorâmicas à Machoca, desço ao estradão Malcata - Quadrazais, regresso a Vale de Espinho pelo Espírito Santo e Ponte Nova.
Pela raia até à Caseta dos Carabineiros, 31.10.2004
E o fim de semana dos Santos tinha-se passado...

Mas às caminhadas a solo, na minha Vale de Espinho, claro que se continuavam a somar as feitas na companhia do Grupo de Caminheiros. No dia 20 de Novembro, contudo ... estreio-me também noutro grupo de pedestrianismo, o CAAL - Clube de Actividades de Ar Livre. E a estreia foi no Alentejo, nas Rotas do Endovélico, no concelho do Alandroal. Gostei da experiência, mas logo observei que, em termos de convívio ... nada se compara àquela que já era a minha "família" caminheira!
Rotas do Endovélico, Alandroal
Rotas do Endovélico, 20.11.2004
Rotas do Endovélico, 20.11.2004

Chegamos a Dezembro. E de Vale de Espinho vamos à Serra da Estrela, ao Museu do Pão, em Seia, e subimos mais uma vez ao Douro, das fragas do Canhão da Valeira ao Porto Antigo de Cinfães.
S. Salvador do Mundo, sobre o Douro, 6.12.2004
S. Salvador do Mundo, 6.12.2004
 
15 de Junho de 2011

quarta-feira, 27 de agosto de 2003

Nas arribes do Douro internacional ... em vésperas de meio século!

De 26 de Julho a 3 de Agosto de 2003, entre as duas intensas estadias em Vale de Espinho descritas no anterior post, pegámos na autocaravana para uma digressão pelo Douro internacional, as arribes del Duero. Começámos por Barca d'Alva, onde o Águeda se lança no Douro. Curiosamente, o Águeda e o Côa são rios irmãos, nascendo a pouco mais de 1 km um do outro, em vertentes opostas da mesma Serra das Mesas, correndo por países diferentes, até se verterem ambos no grande Douro.
Por Saucelle, fizemos alto no Camping "Balcón de las Arribes", em Pereña de la Ribera, onde passámos 3 dias de descanso, admirando belas perspectivas sobre o Douro ... e de caminhadas. No dia 28, sozinho, de bicicleta, desci ao Pozo de los Humos, no rio de las Huces, afluente da margem esquerda do Douro, a sudoeste de Pereña. E no dia seguinte desci igualmente ao Pozo Airón, no Arroyo de los Cuernos, a oeste da aldeia. Dois autênticos paraísos escondidos, nas arribes sobranceiras ao Douro. Duas sucessões de piscinas naturais, de cascatas, de verde e de frescura. A partir da meseta seca e quente, aqueles oásis pareciam saídos de um milagre da Natureza.


Pereña de la Ribera - Pozo de los Humus, 28.07.2003
Pereña de la Ribera - Pozo Airón, 29.07.2003
Depois, dia 30, rumámos a terras de Miranda, pela Bemposta e Freixiosa, ao longo dos múltiplos miradouros que se debruçam sobre o Douro. Em Miranda do Douro, fizemos o mini-cruzeiro ambiental que sobe o troço internacional a norte da cidade, apreciando as espectaculares paredes rochosas a pique sobre o rio e a vida da avifauna típica daquelas falésias abruptas.
Mas esta digressão a terras de Miranda teve como razão principal a participação no Festival Intercéltico de Sendim. Cada vez mais apaixonado pela música folk, popular, ou tradicional das comunidades do norte da Ibéria, de raízes celtas, o apelo do Intercéltico de Sendim, então na sua 4ª edição, tinha sido sempre grande desde que se iniciara, em 2000. Os 3 primeiros dias de Agosto foram, assim, de festa intercéltica ... da qual regressámos a Vale de Espinho, conforme já descrito no anterior post.
E no fim do mês migrámos de Vale de Espinho para Santa Cruz, onde este apaixonado pela vida ao ar livre ... iria completar meio século de existência ... reunindo meia centena de familiares e amigos ... entre os quais dois "velhos" companheiros do meu velho Passos Manuel, dos velhos tempos da Espeleologia e dos acampamentos, os únicos de que consegui encontrar rasto! Com muita pena minha, não consegui contacto com o meu velho professor Ribau, que hoje sei que nessa altura ainda estava entre nós...
 
4 de Junho de 2011

segunda-feira, 20 de dezembro de 1999

Do Douro à Gardunha ... no fim dos anos de 1900

No último trimestre de 1999, duas "aventuras" assinalariam o fim do penúltimo ano do século, ambas em ronda de amigos. Em Outubro, subimos o Douro até à Régua, e, em Novembro, voltámos à Gardunha e às terras de Alpedrinha.
Assim, no dia 8 de Outubro à tarde, o nosso "grupo dos seis" estava a partir para o Porto, 2 casais na nossa autocaravana e o outro no respectivo Passat. "Acampámos" no velho parque da Prelada ... e a primeira "aventura" foi meter os 6 no Passat, à noite, para ir jantar...J!
No dia seguinte de manhã estávamos na bela Ribeira, prontos para o cruzeiro. O Douro ia mostrar-nos as suas belezas naturais, numa paisagem humanizada pelos seus famosos vinhedos, mas também pelas sucessivas barragens e respectivas eclusas. Em Entre-os-Rios, passámos sob a Ponte Hintze Ribeiro ... mundialmente conhecida menos de 2 anos depois, quando um dos pilares desabou, levando à queda de parte do tabuleiro no Rio Douro, levando consigo um autocarro e três carros e matando cerca de 60 pessoas.
O regresso da Régua ao Porto foi de comboio, na velha linha do Douro, quase sempre à beira rio. Sem dúvida um belo passeio, que anos mais tarde completaríamos até Barca de Alva.

Um mês depois, à semelhança do ano anterior,  a  4 de Novembro voltávamos  a  Alpedrinha,  para  passar
Alpedrinha, Palácio do Picadeiro, 4.11.99
outros 4 dias em terras da Gardunha. Nestes dias, ainda houve um passeio a Idanha-a-Nova - visitando o seu Museu Etnográfico raiano - e ao Santuário da Srª do Almurtão ... e um apelo da serra: os três "machos" do grupo calcorrearam a velha calçada romana de Alpedrinha, atravessaram a serra, desceram por Alcongosta ... e foram até ao Fundão a pé; são apenas uns curtos 7 km. De resto, estes dias foram de puro descanso, convivência ... amizade vivida.
Três "bodes" na Serra da Gardunha, 6.11.1999
Pastores e pastorinhas...J, 6.11.1999
E chegava a data "mágica"...! Não era ainda o fim do século e do milénio, mas era a data mais "mística" e "enigmática". Como me lembro, como se fosse hoje, de com 13 ou 14 anos, ou até mais, pensar ... "ano 2000? ainda falta tanto! ". O tanto havia-se contudo transformado em tão pouco, o ano 2000 estava ali mesmo a chegar! Até sobre as primeiras "aventuras" relatadas neste blog ... já se tinham passado 30 anos!
28 de Abril de 2011

domingo, 9 de agosto de 1987

Das Dunas de S. Jacinto às terras de Miranda

No ano lectivo de 1986/87,  eu e a minha companheira de vida e de  profissão ... tínhamos "abandonado"  a
A caminho de S. Jacinto, 8.04.1987
Escola Secundária de Sacavém,  trocando-a  pela  de S. João da Talha. Concluímos não ter sido boa opção ... pelo que logo no ano seguinte voltámos à nossa Escola...J! Mas os nossos alunos (7º e 8º anos) nada tinham a ver, claro, com as nossas opções. Por isso ... em 8 de Abril de 1987 estávamos com eles na Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, que tínhamos conhecido no verão do ano anterior. Imaginem-se cerca de 50 jovens adolescentes numa camarata, onde obviamente ficámos com eles ... e temos todos os ingredientes para uma autêntica "festa"...J! Com regras, com respeito, com juventude e sede de viver. Felizmente, em tantos e tantos anos, nunca tivemos o mínimo problema que se chamasse problema.
Na praia de S. Jacinto, 8.04.1987
Há "festa" na camarata...J
... mas depois ... vamos dormir...J
E todos aprendem sobre a vida no bosque e nas dunas, 9.04.1987
Santa Cruz, 15 de Abril de 1987
Em  Abril,  Santa Cruz recebeu-nos  e  aos amigos, também  para  um  passeio a  Peniche,  Nazaré,  S. Martinho do Porto,
até à Figueira da Foz.
Na Nau dos Corvos, frente às Berlengas, e na Nazaré, 17.04.1987
Figueira da Foz, 17.04.1987



E chegamos ao Verão de 1987. A caminho da nossa Vale de Espinho, conheço pela primeira vez a barragem da Meimoa (já que está na Ribeira da Meimoa, afluente do Zêzere) ... ou do Meimão (já que está nos terrenos desta aldeia da Beira Baixa, paredes meias com a Beira Alta e com a "minha" Vale de Espinho).
E de Vale de Espinho seguimos para norte, rumo ao Douro, por terras de Espanha.
Barragem da Meimoa, 1.08.1987
No Páteo Cerdeira, Meimão, 1.08.87
Aldeia do Bispo, entrada em Espanha
O objectivo eram as Arribas do Douro internacional, nomeadamente a zona de Aldeadávila de la Ribera ... onde na altura pairava o espectro de uma lixeira nuclear.
Aldeadavila de la Ribera, 7.08.1987
Lagoaça, 7.08.1987
O Douro em Miranda do Douro, 7.08.1987
Sobre o Douro internacional, 7.08.1987
Ruínas do castelo de Castelo Rodrigo, 9.08.1987
No Cristo Rei da Serra da Marofa, 9.08.1987

No regresso a Vale de Espinho, Castelo Rodrigo e a Serra da Marofa, altaneira, abençoaram o resto das férias.
13 de Fevereiro de 2011