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domingo, 18 de maio de 2008

Com os Caminheiros, na Reserva de Cambarinho...

Maio e Junho de 2008 foram meses de actividades de mais de um dia da "família" Caminheira Gaspar Correia: em 17 e 18 de Maio, foi a vez das terras de Vouzela; de 7 a 10 de Junho ... foi a "minha" actividade
Início da caminhada, junto a Carvalhal de Vermilhas, 17.05.2008
no Parque Nacional da Peneda-Gerês, preparada em Março ... e preparada nas minhas múltiplas andanças pelo Gerês... J!
Assim, partindo de Carvalhal de Vermilhas, no dia 17 de Maio fazíamos uma fabulosa caminhada pela Serra de Farves e Reserva botânica de Cambarinho, onde os loendros em flor são um espectáculo que só por si justificaria a viagem. Terminámos na aldeia de Campiã.
Entretanto, desde 2007 que a minha carolice pela fotografia e vídeo tinha feito um upgrade... J: todos os meus filmes passaram a ser produzidos em alta definição (FullHD), da captação à edição e gravação. Para incluir clips de vídeo no blogue ... a alta definição levanta contudo um problema: o clip abaixo, de menos de 1 minuto e meio, relativo ao início desta caminhada ... tem mais de 300MB...

Pela Serra de Farves, 17.05.2008
Aldeia de Couto, 17.05.2008
Reserva botânica de Cambarinho, 17.05.2008
No mundo dos loendros, Cambarinho, 17.05.2008
No mundo dos loendros,
Cambarinho, 17.05.2008
No dia seguinte, com início em Vouzela, começámos por seguir a velha linha de combóio, descendo depois ao Vouga, por terras de Lafões.
Caminhada chuvosa, próximo de Oliveira de Frades,
ao longo do Vouga, 18.05.2008
Menos de um mês depois, no dia 7 de Junho ... estávamos no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
14/08/2011

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Em terras de Freixo de Espada-à-Cinta
e na Calçada de Alpajares

Aproveitando o 1º de Maio de 2008 ... o nosso "grupo dos sete" rumou a Trás-os-Montes, às terras de Freixo de Espada-à-Cinta. Partindo eu e a minha "sócia" de Vale de Espinho,  para  onde  tínhamos  ido
Castelo Rodrigo, 1.05.2008
na véspera, o encontro foi junto às vetustas muralhas de Castelo Rodrigo. Depois, rumámos a Barca de Alva e a Freixo, onde nos receberam as muito simpáticas casas à beira Douro, na praia fluvial da Congida.
Há muito que queria conhecer a célebre calçada de Alpajares, também conhecida por calçada dos mouros ... ou calçada do Diabo. Tinha lá estado perto com o CAAL, em Março. Diz a lenda que nos tempos antigos tudo por ali eram barrancos e precipícios medonhos. Um cavaleiro vindo dos lados de Barca d'Alva, em noite de tempestade, chegou à margem da Ribeira do Mosteiro; dada a necessidade de atravessar o bravo curso de água, pois tinha a sua amada à espera, suspirou aflito: "valha-me Deus ou o Diabo". Foi Satanás que apareceu ao chamamento e disse: "Se me deres a tua alma, antes que o galo preto cante, te darei uma ponte e uma estrada para que possas seguir a tua cavalgada sem perigo". O cavaleiro aceitou e o infernal pedreiro e seus acólitos atarefaram-se na arrojada construção de uma calçada entre os fraguedos, ao som de estridentes cantares de bruxas que se reuniram no terreiro, para festejar a conquista de mais uma alma. Mas eis que canta o galo três vezes, quando apenas faltava colocar as duas últimas pedras da ponte. O cavaleiro, liberto do seu compromisso, prosseguiu a sua viagem; e o Diabo, enraivecido, desapareceu com os seus acólitos através de uma bocarra que se abriu entre os penhascos!
Calçada de Alpajares, 2.05.2008
Vale da Ribeira do Mosteiro, 2.05.2008
Sem sobressaltos nem imprevistos demoníacos, descemos a Calçada de Alpajares, de Poiares à foz da ribeira do Mosteiro. A imponência daquelas paragens é grande, mas esperava encontrar gargantas mais cavadas, fragas mais "medonhas" ... talvez porque a expectativa fosse grande demais.
Nos outros dias, visitámos Freixo, percorremos os miradouros do Douro internacional, fomos a Lagoaça e ao cavalo pré-histórico do Mazouco ... e no dia 5 regressámos a casa ... passando por Vale de Espinho.
O cavalo de Mazouco, nas margens do Douro internacional
Filmando as penedias do Douro, 3.05.2008
Douro internacional, 3.05.2008
13/08/2011

sábado, 26 de abril de 2008

Das terras mágicas do Gerês ...
ao Alentejo profundo

A 25 de Março de 2008, em férias da Páscoa, partimos de Vale de Espinho rumo ao Gerês, para prospecções destinadas à actividade de Junho dos Caminheiros Gaspar Correia. Foram uns dias algo chuvosos ... mas os mistérios do Gerês são apaixonantes em quaisquer condições.
Junto à Cascata do Saltadouro, 25.03.2008
Ainda no próprio dia 25, deixando o carro na estrada Salamonde - Ruivães, descemos à Cascata do Saltadouro e percorremos o Cávado até à foz do Rabagão ... e à Ponte da Misarela; esta era uma caminhada "obrigatória" para os Caminheiros... J! Mas obrigatório era também dar-lhes a conhecer o "Shangri-la" do vale da Teixeira ... pelo que no dia seguinte foi a vez da ponte do Arado guardar o carro, para uma prospecção a solo, já que o dia esteve mesmo chuvoso e a "sócia" optou por ficar no Gerês.
Subindo então a escadaria da cascata do Arado, passei as piscinas superiores (onde tantas vezes levei alunos...), dobrei a mariola gigante ... e estava no paraíso!
Ponte do Rio Arado, 26.03.2008
A mariola gigante que abre os horizontes para a Teixeira, 26.03.2008
O Shangri-la do vale da Teixeira, em dia chuvoso, 26.03.2008
A ribeira da Chã de Pinheiro despenha-se na Teixeira, 26.03.2008
Cabana da Teixeira ... onde passei mais de uma hora abrigado..., 26.03.2008
Na Teixeira ... os deuses providenciaram para que a chuva maior caísse quando estava ao abrigo da velha cabana de pastores. Nela passei mais de uma hora, à espera da clemência da Natureza ... que finalmente chegou. Mas, se por um lado a chuva dificultava a minha "missão", por outro lado alimentava todo aquele paraíso; e as nuvens altas deixavam apreciá-lo. Mesmo assim, ao chegar ao Gerês ... estava bastante ensopado. Nos dias seguintes, 27 e 28 de Março, pensava fazer um reconhecimento na zona da Calcedónia (onde afinal ainda nunca levei os Caminheiros...) e na serra do Soajo. Mas ... os dias 27 e 28 foram mais chuvosos ainda. Só no dia 29, antes do regresso a Lisboa, fizemos ambos um percurso partindo
Primavera alentejana em terras de Moura, 25.04.2008
do Mezio, na serra do Soajo, que viria a ser aproveitado para a actividade caminheira de Junho.

A 12 de Abril, com os Caminheiros, fazia 12 km ciclistas, na zona da Ota. E no 25 de Abril partia com eles para três dias no "Alentejo profundo", em terras de Moura, Amareleja e Alqueva, com duas belas caminhadas que revelaram uma bela Primavera Alentejana. Dia 25, 14 km a sul de Moura, partindo da Herdade dos Machados.
25.04.2008: 2 aspectos do Alentejo florido, Herdade dos Machados
e rumo ao vértice das Mentiras, 26.04.2008
Dia 26, a caminhada foi de quase 16 km, a leste da Amareleja, paredes meias com terras espanholas de Valencia de Mombuey, e terminando ao longo do rio Ardila.
Rio Ardila, próximo das Fráguas do Castelo, Amareleja, 26.04.2008
12/08/2011

domingo, 23 de março de 2008

Dos extremos da Beira às terras raianas ...
e o "abandono" de um velho "burro"...

Entrámos o ano de 2008 em Vale de Espinho, com os grandes amigos das "aventuras" de Alpedrinha, da Escócia  e da Irlanda,  do  Douro  e  de  tantas  outras.  E  começámos  as  "aventuras"  de  2008  com  uma
Serra do Candedo, sobre o Douro, Barca de Alva, 2.03.2008
actividade dos Caminheiros em terras da Beira Baixa, a 26 e 27 de Janeiro, à volta de Malpica do Tejo e de Cebolais. A 5 de Fevereiro ... éramos bi-avós! Não confundir com bisavós... J! Com mês e meio de diferença do primo, a neta mais velha não nasceu comigo em caminhadas ... mas também já fez algumas!

Com o CAAL / Ar Livre, nos dois primeiros dias de Março participei numa actividade que ligou os extremos da Beira interior: sábado, foi o percurso do Rio Ponsul, da Mata à Fonte do Ferro; domingo, rumámos a Barca de Alva e à Serra do Candedo, muito próximo da célebre Calçada de Alpajares, que havia de descer poucos meses depois. Acabámos em Barca de Alva, passando pela Quinta da Batoca, que foi de Guerra Junqueiro.
Com vista para o Douro, Serra do Candedo, 2.03.2008
 
Uma semana mais tarde, estava em terras do Alandroal, junto à ribeira de Lucefecit, comemorando o 23º aniversário da minha "família" Caminheira. E na Páscoa voltámos a Vale de Espinho, claro. No dia 23 de Março, o meu "burro", o meu velho UMM ... fez a sua última viagem nas terras raianas, ao Moinho do Rato, ao Alcambar, à cumeada do Barroco Branco, Moura e Coxino. Mas, no cruzamento de caminhos acima da Quinta do Passarinho ... o meu "burro" recusou-se contudo a andar mais! Uma vez desligado o motor ... nunca mais pegou. Em Domingo de Páscoa, com a família à espera para o almoço ... não vi mais nem boas se não abandoná-lo na serra e "correr" para Vale de Espinho. Fiz, em 40 minutos, os quase 5 km que me separavam de casa; e cheguei a tempo do almoço Pascal... J!
A somar a outros problemas que já tinha dado antes ... naquele dia resolvi vender o "burro". Ao contrário de outros burros, cujas carcaças são postas na serra, junto à Ventosa, para alimentar os abutres, ao meu velho "burro" um reboque foi buscá-lo; um mês depois, "curado" daquele mal, trouxe-o para Lisboa ... e no dia 15 de Maio entreguei-o a um comprador ... que o levou para as terras mais planas de Santiago do Cacém. Em menos de 3 anos, o velho UMM fez mais de 2 mil quilómetros nas terras raianas, pelos trilhos e bredas da Malcata, das Mesas e do Xálima!
12/08/2011