Este blog está programado e paginado para Microsoft Internet Explorer. Noutros browsers, é natural alguma desconfiguração.

quinta-feira, 24 de março de 1988

1988 ... um "ano louco" (2): regresso ao Gerês...

A organização da área de estudos científico-naturais do curso complementar englobava entretanto, no 10º ano, uma disciplina de Ecologia. Ora, mais do que qualquer outra vertente, a Ecologia não se estuda nem se ensina dentro de 4 paredes. A 22 de Março de 1988, pouco mais de um mês depois de Doñana e de S. Jacinto ... estava a sair para o Gerês com os meus alunos de Ecologia! Embora só por 3 anos (10º ao 12º),
Tourém, forno comunitário, 22.03.1988
estes alunos constituiriam aliás mais um grupo a acompanhar quase sem alterações, com muitas e diversas "aventuras" partilhadas em conjunto. Por outro lado, a visita ao Gerês de Março de 1988 foi a primeira actividade que contou também com a participação de dois outros professores e grandes amigos, que daí para a frente viriam a fazer parte de uma espécie de "núcleo duro" das actividades de campo organizadas na Escola Secundária de Sacavém. Mais do que nunca, tinha nascido uma equipa interdisciplinar, permitindo fazer destas "viagens" verdadeiras aulas vivas, em que os saberes partilhados   se   cruzavam   com   os  sabores  da  amizade,   da   sã
Nas ruas de Tourém, 22.03.1988
camaradagem, da alegria de viver.
E assim, levei estes novos alunos a Tourém e a Pitões. Aprenderam que a Ecologia também engloba a vertente humana, que as populações humanas fazem parte integrante do meio ambiente; aprenderam histórias de comunitarismo nestas pequenas aldeias, visitaram o forno comunitário e a fonte das solteiras; ouviram histórias sobre  o  boi  do  povo  e a sua função como reprodutor;  conviveram
Na fonte das solteiras, Tourém, 22.03.88
com a população; aprenderam o que não vem nos livros nem nos programas...
A Srª Maria e a "Casa do Preto", em Pitões das Júnias, receberam este novo grupo com o calor habitual: o calor da hospitalidade ... mas também o calor da lareira, ao crepitar da qual nos reuníamos à noite. E, num esplendoroso dia de uma Primavera há pouco iniciada, a "aldeia mágica" de Pitões recortava-se contra as alturas da Serra do Gerês. A fraga de Brazalite, os cornos da Fonte Fria ... como que nos chamavam para uma fantástica travessia ... há muito sonhada!
Pitões das Júnias ... a "aldeia mágica", com as alturas da Serra do Gerês como pano de fundo - 22.03.1988
Mas para já, em 1988, os percursos efectuados - ao Mosteiro e à Cascata de Pitões - eram novos para todos menos para mim. Houve lugar, pelo caminho, à aprendizagem de regras básicas de orientação no campo; mas também houve lugar à história do Mosteiro e dos eremitas que se estabeleceram nesta região, presumivelmente nos finais do século IX.
E, como já vinha sendo habitual, de Pitões "mudámo-nos" para o Vidoeiro, mas agora para as camaratas da casa-abrigo do Parque Nacional. Esta casa-abrigo, estas camaratas e o salão anexo passaram a ser o poiso principal na maioria das minhas idas ao Gerês com alunos. Quantas histórias, anedotas, músicas, brincadeiras, ali contámos, cantámos e brincámos, todos! Quantas amizades, convivência ... crescimento!
Mata da Bouça da Mó, 24.03.1988
Marcos miliários, ao longo da geira romana
A geira romana foi mais uma vez percorrida, de S. João do Campo à Portela do Homem. E mais uma vez descemos às piscinas naturais do rio Homem ... aliás local mais que convidativo para o almoço...J
Na Portela do Homem, era obrigatória a foto de grupo ... em terra galega.
Junto às piscinas do rio Homem
Fronteira da Portela do Homem, lado galego, 24.03.1988
Fronteira da Portela do Homem
Para não variar, as "etapas" seguintes foram a Pedra Bela e a Cascata do Arado, pois claro! Para eles eram novidade, para mim não ... mas nunca até hoje me cansei de ali ir, de partilhar aquela Natureza, aquela comunhão.
Pedra Bela, 24.03.1988
Cascata do Arado, 24.03.1988
Junto à Cascata do Arado, 24.03.1988
O Gerês deixa sempre saudades. Com alguns dos alunos que participaram nesta 4ª visita, e alguns outros, um ano depois estaríamos a concretizar um sonho...! Mas também com alguns destes mesmos alunos e outros ... 3 meses depois estávamos nos Pirenéus!
14 de Fevereiro de 2011

sexta-feira, 19 de fevereiro de 1988

1988 ... um "ano louco" (1): S. Jacinto, Doñana ... e o que mais adiante se verá

Os "anos loucos" de 1970 a 1972 já lá iam há mais de 16 anos! Como aluno e como jovem, tinham sido os mais intensos da minha vida. Agora, como professor, o regresso à Escola de Sacavém, após o ano de interregno em S. João da Talha ... despoletou nova era de grande actividade, dentro e fora da Escola...J!
S. Jacinto, 9.02.1988
Durante o ano de 1988, levei a efeito nada menos de 5 actividades de campo com alunos ... que começaram por um regresso a S. Jacinto e a Doñana!
Reserva de S. Jacinto, casa abrigo, 8.02.88

Em 8 e 9 de Fevereiro de 1988, estava de novo nas Dunas de S. Jacinto, com alunos do 7º ano de escolaridade; e, dez dias depois ... em Doñana, com os do 12º! Tal como em 86, o Camping Rocío Playa, em Matalascañas, foi o local de pernoita ... e do muito convívio, na praia, junto à fogueira nocturna.
Esta visita a Doñana ficou aliás histórica: pela primeira e, até hoje, única vez na vida, vi um lince ibérico em liberdade!
A caminho de Doñana, 18.02.1988
Porto de Huelva, 18.02.1988
Matalascañas, 18.02.1988
Visita ao Parque Nacional de Doñana, 19.02.1988
E ... um lince em Doñana!
Palácio de El Acebrón, Doñana, 19.02.1988
Na praia de Matalascañas, 19.02.1988
Praia de Matalascañas, 19.02.1988
Há sempre uma fogueira...














E neste "ano louco" de 1988 ... um mês e pouco depois de Doñana estava mais uma vez a partir, com outros alunos ... para o "meu" Gerês!
14 de Fevereiro de 2011

domingo, 9 de agosto de 1987

Das Dunas de S. Jacinto às terras de Miranda

No ano lectivo de 1986/87,  eu e a minha companheira de vida e de  profissão ... tínhamos "abandonado"  a
A caminho de S. Jacinto, 8.04.1987
Escola Secundária de Sacavém,  trocando-a  pela  de S. João da Talha. Concluímos não ter sido boa opção ... pelo que logo no ano seguinte voltámos à nossa Escola...J! Mas os nossos alunos (7º e 8º anos) nada tinham a ver, claro, com as nossas opções. Por isso ... em 8 de Abril de 1987 estávamos com eles na Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, que tínhamos conhecido no verão do ano anterior. Imaginem-se cerca de 50 jovens adolescentes numa camarata, onde obviamente ficámos com eles ... e temos todos os ingredientes para uma autêntica "festa"...J! Com regras, com respeito, com juventude e sede de viver. Felizmente, em tantos e tantos anos, nunca tivemos o mínimo problema que se chamasse problema.
Na praia de S. Jacinto, 8.04.1987
Há "festa" na camarata...J
... mas depois ... vamos dormir...J
E todos aprendem sobre a vida no bosque e nas dunas, 9.04.1987
Santa Cruz, 15 de Abril de 1987
Em  Abril,  Santa Cruz recebeu-nos  e  aos amigos, também  para  um  passeio a  Peniche,  Nazaré,  S. Martinho do Porto,
até à Figueira da Foz.
Na Nau dos Corvos, frente às Berlengas, e na Nazaré, 17.04.1987
Figueira da Foz, 17.04.1987



E chegamos ao Verão de 1987. A caminho da nossa Vale de Espinho, conheço pela primeira vez a barragem da Meimoa (já que está na Ribeira da Meimoa, afluente do Zêzere) ... ou do Meimão (já que está nos terrenos desta aldeia da Beira Baixa, paredes meias com a Beira Alta e com a "minha" Vale de Espinho).
E de Vale de Espinho seguimos para norte, rumo ao Douro, por terras de Espanha.
Barragem da Meimoa, 1.08.1987
No Páteo Cerdeira, Meimão, 1.08.87
Aldeia do Bispo, entrada em Espanha
O objectivo eram as Arribas do Douro internacional, nomeadamente a zona de Aldeadávila de la Ribera ... onde na altura pairava o espectro de uma lixeira nuclear.
Aldeadavila de la Ribera, 7.08.1987
Lagoaça, 7.08.1987
O Douro em Miranda do Douro, 7.08.1987
Sobre o Douro internacional, 7.08.1987
Ruínas do castelo de Castelo Rodrigo, 9.08.1987
No Cristo Rei da Serra da Marofa, 9.08.1987

No regresso a Vale de Espinho, Castelo Rodrigo e a Serra da Marofa, altaneira, abençoaram o resto das férias.
13 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 1 de janeiro de 1987

Uma jornada invernal ... em UMM

Para além da casa de Lisboa, os amigos com quem  em 1985  tínhamos  vivido  a  "aventura  Sahariana"  ...
Vale da Torre, Lardosa, 27.12.1986
tinham mais duas casas: uma na aldeia de Vale da Torre, Castelo Branco ... e outra, em obras, na aldeia de Cristelo Covo, Valença, Alto Minho. Nos dias entre o Natal e a passagem de ano de 1986 ... convidaram-nos para as duas...J! E o meio de transporte? Um jeep UMM da empresa para a qual ele trabalhava...J! Reunidas estavam as condições, portanto, para uma pequena "aventura" invernal, que passou por Penha Garcia, pela Serra da Estrela, e, até, por uma curta passagem nocturna pelo "meu" Gerês! Nesta "aventura" ... os "rebentos" de ambos os casais podiam participar...
Vale da Torre - os pequenos aprendem a tirar água...J

No Vale da Torre ... o frio apertava. Mas havia lenha! Não me esqueço que 2 dias e 2 noites que lá estivemos ... a lareira esteve permanentemente acesa! A parede por cima ... "fervia"!
Monsanto visto de Penha Garcia, 29 de Dezembro de 1986
    E no dia 29 de Dezembro lá fomos.  Até  a  Serra da
    Estrela  parecia  diferente  ...  metendo  o  UMM nos
    caminhos  serranos.  Na altura,  não podia imaginar
    que, quase 20 anos depois ... eu viria a ter um igual!

A Covilhã sob as nuvens, 29.12.1986
Torre, Serra da Estrela, 29.12.1986
Lagoa Comprida, Serra da Estrela, 29.12.1986
Cabeça da Velha, Serra da Estrela, 29.12.1986
O rio Minho e o Monte de Santa Tecla,
30 de Dezembro de 1986

O dia 29 terminou no Gerês. Desta vez o poiso foi na Pensão da Ponte ... adormecendo ao som das águas do rio. E no dia seguinte lá fomos ver as obras da casa de Valença ... onde 3 anos depois passaríamos parte das férias. Na manhã do penúltimo dia do ano, o Rio Minho estava esplendoroso; o Monte de Santa Tecla recordava-nos a volta pela Galiza de há 6 anos atrás.
Regressados do Minho ... a passagem do ano 1986 / 1987 foi também ao sabor de alguma Natureza: Roliça, Bombarral ... com outros amigos!
Primeiro dia do ano de 1987 ...
... no cruzeiro da Roliça
13 de Fevereiro de 2011