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terça-feira, 31 de outubro de 2000

Açores, ano 2000 (3): Terceira, Flores e Faial

25 de Outubro de 2000. Às 10 horas, o "Golfinho Azul" largou do porto de S. Roque do Pico, rumo à Terceira. A ligação Pico – Terceira fazia 2 curtas escalas de 1 hora cada, nas ilhas de S. Jorge e Graciosa. A ilha de S. Jorge merecia uma visita mais alongada, mas limitámo-nos à escala na vila de Velas.
Adeus Pico, 25.10.2000
Na Graciosa ainda deu para um pequeno passeio ... e para saborear as famosas e deliciosas queijadas...
Depois ... continuemos a acompanhar as descrições dos então alunos Cristiana e Cláudio, para o site do Clube "Amigos da Natureza":

"O “Golfinho Azul” era um navio grande, que até tinha uma sala de cinema!! Um autêntico Titanic em miniatura, que nos transportou por alto mar. Durante a viagem houve tempo para tudo... dormir, jogar às cartas, dançar, ler, escrever... Instalámo-nos junto ao bar e foi-nos permitido colocar a música que quiséssemos, porque não estava mais ninguém naquela área!
Cerca das 18h30 chegámos ao porto de Praia da Vitória, na Terceira, onde 3 carrinhas nos esperavam para nos transportar para a Pousada da Juventude, no lugar de Negrito, em S. Mateus, próximo de Angra do Heroísmo. A Pousada era um autêntico hotel de 5 estrelas: camaratas espaçosas, casas de banho luxuosas,

Do Pico à Terceira, no "Golfinho Azul", e visita à Terceira, 25 e 26.10.2000
sala de estar confortável e um terraço com uma vista deslumbrante sobre o mar! Estar no terraço ao pôr-do-sol, com toda aquela mistura de cores, o céu avermelhado, os reflexos no mar agitado... Lindo! Após a instalação nos respectivos quartos, seguiu-se o jantar, depois do qual fomos (quase) todos até um pequeno bar junto ao mar, onde dançámos (até os professores demonstraram os seus dotes rítmicos, mais ou menos ágeis!), rimos e divertimo-nos imenso! Mas estava na hora de recolher e, como o dia tinha sido agitado, adormecemos depressa...

26.10 Quinta-feira. O despertar decorreu por volta das 7h30. Tomámos o pequeno almoço na Pousada e partimos nas carrinhas para uma visita à ilha Terceira. Inicialmente, dirigimo-nos ao Algar do Carvão, que pudemos visitar e não poderia ter sido mais magnífico! Não só pela gruta em si e todas as suas estruturas mas, sendo um algar, tinha uma abertura no topo da gruta que nos permitia ver a luz do dia. Mas não só. Por essa abertura, como tinha estado a chover, caíam gotas de água de uma forma tão particular que parecia em “câmara lenta”; mas infelizmente o tempo não pára... era apenas a altura que dava essa ilusão de óptica! Sonhar não custa...!
Daí, partimos para Biscoitos, onde visitámos o museu do vinho (e provámos!) e as magníficas piscinas naturais! Água límpida mesmo aos nossos pés!! Em seguida, fizemos uma pequena paragem num miradouro sobre a vila de Praia da Vitória, onde depois almoçámos na Escola Secundária de Vitorino Nemésio.
Depois do almoço, continuámos a nossa viagem, mas entretanto parámos numa Igreja, onde o Cláudio demonstrou os seus dotes de organista!! Continuação da visita pelas piscinas naturais (cada uma mais bonita que a anterior!), pela cidade de Angra do Heroísmo, Património Arquitectónico Mundial, e Monte Brasil, de onde se tem uma vista magnífica sobre Angra.
Chegados à Pousada, não resistimos e fomos tomar uma banhoca na pequena baía rochosa mesmo em frente. Até o professor Callixto nos acompanhou neste baptismo em águas açoreanas!
Chegou a hora da caminha e ninguém contestou... No dia seguinte o despertar seria mais cedo, uma vez que nos esperava mais uma viagem de avião... à descoberta de outra ilha!

27.10 - Sexta-feira. 7h15, hora de acordar, arrumar as últimas malas, tomar o pequeno-almoço e partir rumo

Ilha das Flores, 27 e 28.10.2000
ao aeroporto das Lages. Por volta das 10h20, partimos para a ilha das Flores (ilha mais ocidental dos Açores), com escala na Horta (1h30 de voo e 20 minutos de escala), dizendo adeus à Terceira, ilha que nos acolheu e nos mostrou alguns dos locais mais belos do mundo que conhecemos! Eram 12h15 quando aterrámos no aeroporto de Santa Cruz, onde nos esperava um autocarro da Câmara Municipal de Lajes das Flores. Alojámo-nos em instalações camarárias e... bem, é necessário descrever os nossos aposentos: basicamente, eram 2 salas pequenas, onde os 20 colchões (sim, é verdade, faltava um colchão, mas como éramos um grupo de pessoas elegantes, lá nos juntámos mais e todos tiveram direito a um bocadinho de colchão!), todos juntinhos e semelhantes aos de Madalena do Pico, só que cobriam completamente o chão, havia apenas uma casa de banho; as malas foram colocadas, em pilha, junto
Admirando as maravilhas
naturais das Flores, 27.10.2000
às janelas, atrás das portas e no corredor minúsculo que dava para a casa de banho, o qual também servia de vestiário quando a casa de banho estava ocupada! Realmente, uma casa acolhedora, com instalações multiusos...!!
Almoçámos num restaurante na vila das Lages e partimos para uma visita à ilha, de acordo com programa estabelecido pela Câmara Municipal. Visitámos as famosas Lagoas das Flores, como a Lagoa Rasa, por exemplo. Cenários verdadeiramente espectaculares, de uma beleza incrível e indescritível! Olhávamos à volta e os nossos olhos só alcançavam o verde das colinas e o azul das águas... os mais diversos tons de verde e azul, sempre misturados, numa conjugação perfeita e harmoniosa!! (....)
As lagoas e as cascatas naturais são uma constante na ilha das Flores, caracterizada pela sua natureza selvagem e de destacar o curioso fenómeno geológico da Rocha dos Bordões. Visitámos ainda a Fajãzinha e a Fajã Grande, o ponto mais ocidental da Europa.
De regresso às Lages, jantámos e, depois de darmos um passeio pela vila (que é muito pequena), reunimo-nos todos (excepto os professores) no porto. Até aqui tudo bem, só que não estávamos propriamente sentadinhos, mas sim todos deitados no chão, uns em cima dos outros, literalmente! Sempre dava para aquecer (apesar de não estar assim tanto frio!) e ver as estrelas!! Ao voltar para as nossas “instalações maravilha”, ainda ficámos algum tempo a conversar no exterior, antes de entrar e recolher aos lençóis (sim, porque desta vez tínhamos lençóis! Uma conquista!...

28.10 - Sábado. Neste dia o despertar ocorreu por volta das 7h30. Depois do pequeno-almoço (....), visitámos alguns pontos emblemáticos da ilha, alguns miradouros e até conseguimos avistar a ilha do Corvo (onde não pudemos ir, pois os 14 lugares existentes no avião não chegavam para todos!). Cerca das 12h30 regressámos ao aeroporto de Santa Cruz das Flores (....) 50 minutos depois chegámos ao aeroporto do Faial, a última ilha que iríamos visitar, onde nos esperava um autocarro da Câmara da Horta. Por volta das 15 horas chegámos à cidade e instalámo-nos nos quartos da Residencial “S. Francisco”, no centro da cidade.

Na área desértica dos Capelinhos, 29.10.2000
No resto da tarde visitámos a Horta e, como não poderia deixar de ser, com um tempo excelente, fomos à praia de Porto Pim, uma baía calma, de água límpida e areia muito escura (....)

29.10 - Domingo. Às 7h30 foi o despertar geral e, após um requintado pequeno-almoço na Residencial, partimos de autocarro para uma visita à ilha do Faial. Inicialmente, fizemos uma pequena paragem no miradouro de Espalamaca, onde se tem uma vista magnífica sobre toda a cidade da Horta e as praias. Parámos ainda junto de alguns moinhos de vento bastante pitorescos que denotam a presença holandesa na ilha. A nossa próxima paragem foi na Caldeira do Faial, cratera enorme, uma imensidão de verde que, noutros tempos, devia ter sido palco de cenários bastante mais aterrorizantes, mas simultaneamente belos!
Em seguida, rumámos ao conhecido vulcão dos Capelinhos, onde encontrámos uma paisagem completamente diferente daquela a que estávamos habituados desde que tinhamos chegado a terras açoreanas: um solo árido, sem vegetação; uma paisagem agreste e seca que simboliza a terra “morta”! O solo era cinza autêntica e foi com algum esforço que chegámos ao ponto mais alto. O que dali podíamos avistar não poderia ser mais peculiar: uma terra seca e, lá em baixo, o mar azul, límpido, tentando ganhar terreno, batendo violentamente nas rochas... Impressionante!!

Ilha do Faial ... e regresso, 28 a 30.10.2000
Após mais esta aventura, regressámos ao autocarro e, a caminho da cidade da Horta, ainda parámos num parque para nos refrescarmos e onde encontrámos uns amiguinhos muito simpáticos! Numa cerca, estavam vários gamos; uns descansavam, outros brincavam, mas os mais espertos dirigiram-se até nós porque já sabiam que “turistas dão-nos sempre comidinha boa!”! E assim foi, através das redes lá lhes demos uns petiscos acompanhados de alguns mimos!
Na descida para a Horta, parámos para almoçar numa Pizzaria, seguimos a pé até ao centro da cidade, voltámos a visitar a praia de Porto Pim (mas desta vez sem banhoca!) e passeámos pelas ruas da cidade. De novo na Residencial, fomos informados que o resto da tarde, noite e manhã do dia seguinte era por nossa conta. Assim, aproveitámos para fazer compras, jantámos no Clube Naval, ainda passeámos um pouco, mas como num Domingo à noite está tudo fechado, voltámos para a Residencial mais cedo que o previsto e ficámos na sala a ver televisão, até o sono nos vencer...

E fomos notícia de jornal, na Horta!
Adeus Pico ... Adeus Açores! 30.10.2000
                         
30.10 - Segunda-feira. O despertar foi um pouco mais tardio porque não havia grandes planos para a manhã. Depois do pequeno-almoço, fizemos as últimas compras, visitámos o famoso Peter e ultimámos as arrumações da bagagem. Às 12 horas partimos de autocarro para o aeroporto e procedeu-se ao despacho das bagagens. Cerca das 13h40 partimos para S. Miguel, onde chegámos aproximadamente 1 hora depois. Como também não havia grandes planos para a ocupação desta tarde, apenas combinámos uma hora para nos encontrarmos no final do dia. Assim, almoçámos no Centro Comercial de Ponta Delgada, fizemos mais umas compras; enquanto uns foram ao cinema, outros ficaram junto ao mar a conversar, ouvir música, ou apenas a descansar o olhar nas águas, pois seria a última vez que olhávamos para elas!
Cerca das 20 horas reunimo-nos todos no centro da cidade e fomos de táxi até ao aeroporto. A excitação presente aquando da ida estava completamente desvanecida, pois ninguém queria regressar!! Estávamos todos tão bem, rodeados de amigos, em terras lindas... Que mais poderíamos querer?! Mas a hora da partida aproximava-se...! Às 21h25 partimos rumo a Lisboa, num voo de 2h05. Chegámos ao nosso destino já no dia 31, devido à diferença horária. A vontade de ir recolher as bagagens era cada vez menor! Não queríamos que tudo terminasse assim, tão depressa!
O reencontro com as famílias não foi mais que uma grande despedida daqueles 10 dias no paraíso! Antes de abraçarmos os familiares, abraçávamos os amigos que tinham partilhado tudo connosco, sorrisos e tristezas (não muitas, felizmente!), divertimento, brincadeiras, emoções, e isso é impossível de transcrever! Assim, fica a imagem de um grupo muito unido, que passou 10 dias maravilhosos, num autêntico paraíso!

                         

E desta viagem ficaram mais uma vez as imagens ... e os testemunhos, para memórias futuras...

“As recordações não são só para serem relembradas, mas também para serem revividas.”
Margarida Rodrigues

“Foram 10 dias espectaculares, num mundo misturado de verde e azul ... Queria agradecer aos “setores” por terem organizado esta viagem e por terem agido como nossos amigos.”
Mónia Nakamura

“Há certas coisas que por serem tão maravilhosas se tornam impossíveis de descrever; esta viagem foi uma delas.”
Susana Marques
6 de Maio de 2011

sexta-feira, 3 de maio de 1996

Nas ilhas da bruma ... quando pela primeira vez subi o Pico

Com base no grupo de alunos que tinham ido ao Alvão, Montesinho, MéridaPirenéus ... em Abril de 1996 "lançámo-nos" no Atlântico! Nove dias em S. Miguel, Terceira, Faial e Pico! Numa organização fundamentalmente do colega de História, a equipa de "profs" era quase a habitual; só a minha "colega especial", nessa altura com medo dos aviões, foi substituída por outra professora de Biologia.
Costa norte de S. Miguel, 26.04.1996 - Grande parte do grupo
Assim, no dia 24 de Abril estávamos a partir da Portela, rumo a Ponta Delgada. A ilha de S. Miguel era o primeiro destino ... e para muitos era também o baptismo de voo.
Em Ponta Delgada ficámos alojados ... no quartel! E os dois dias e meio seguintes foram dedicados à maior ilha dos Açores, a "ilha verde". Em terras açoreanas, diz-se que o S. Pedro nos manda as 4 estações num dia ... e testemunhámos bem isso. Chuva, nevoeiro, Sol, frio, calor ... tivemos de tudo um pouco.
Com a colaboração da Câmara de Ponta Delgada, percorremos praticamente toda a ilha, das Sete Cidades ao Nordeste, da Lagoa do Fogo à Caldeira Velha e às Furnas ... onde comemos o seu típico e "aromatizado" cozido.
Mas se o quartel de Ponta Delgada foi ponto de "recolha" ... também o foi de convívio, camaradagem, brincadeiras. E dia 27 voávamos para a Terceira ... onde nos esperava um "Hotel" de 5 estrelas!
Lagoa das Sete Cidades, 26.04.1996
Pousada de Juventude de
Angra do Heroísmo, 29.04.1996
A Pousada de Juventude de Angra do Heroísmo era, de certeza, uma das melhores então existentes, num paraíso à beira mar. E na Terceira tivemos a colaboração da Câmara de Praia da Vitória, que nos proporcionou a visita aos principais atractivos da ilha. Desde a bela cidade de Angra do Heroísmo, património mundial, ao Museu do Vinho e às piscinas naturais dos Biscoitos, ao Algar do Carvão, a praticamente toda a costa da ilha e à cidade de  Praia  da  Vitória,  a ilha Terceira deixou também belas recordações.
Seguia-se o Faial. O voo Terceira - Faial foi o mais bonito, sobrevoando S. Jorge e quase sempre com o Pico do Pico à vista. A montanha chamava-nos para a grande aventura...! A Caldeira do Faial e, claro, a zona dos Capelinhos, foram os principais atractivos. A aridez dos Capelinhos, passados quase 40 anos das grandes erupções, testemunha o que foi a violência daquele  fenómeno  vulcânico.  A  cidade  da  Horta
Horta, Faial, 30.04.1996: o Pico chama-nos...
ficaria para depois do regresso do Pico.
E no último dia de Abril, à noite, na Horta ... "namorávamos" a montanha que nos chamava do outro lado do canal. De vez em quando soltava-se uma nuvem fumegante. Quando o Pico "fumega" ... é bom sinal. Por isso, no dia seguinte de manhã, cruzávamos o canal do Pico; uma travessia um pouco épica, tanto pelo revoltado do mar ... como pelos que pregaram com a cabeça na trave de entrada da lancha...J!
As nossas instalações no Pico foram as mais "confortáveis" de todas...; o ginásio de um colégio e os colchões da ginástica...J! E o primeiro dia no Pico ... foi de uma longa espera por essas instalações (não tinha havido comunicação da nossa chegada...) ... e também pela clemência do tempo, para a subida ao Pico. É também neste dia de espera que me dirijo à caixa Multibanco da Madalena do Pico e leio a informação de que está fora de serviço; como habitualmente, "Dirija-se ao Multibanco mais próximo" ... no Faial...J!
Só dia 2 de Maio, portanto, com os nomes registados na Protecção Civil e acompanhados por dois guias especializados de montanha ... partíamos em direcção ao topo de Portugal! Num "confortável" transporte de carga, fomos da Madalena até à base do trilho, a 1200m de altitude. Tínhamos, portanto ... 1150 metros de desnível para subir ... em menos de 5km; inclinação média ... de quase 25%!
Não sendo uma aventura, nem sequer propriamente uma escalada, subir a montanha do Pico vale, só por si, uma ida aos Açores. Mas requer um bom treino de pedestrianismo e boa preparação física. A "selecção" de quem ia ou não à "aventura" foi feita pelos próprios, de acordo também com os conselhos dos guias de montanha, em reunião prévia connosco, na véspera. E, dos 30 que se inscreveram para subir ... houve várias baixas, com desistências nos troços mais inclinados. A neve começou a acompanhar-nos por volta dos 1700 metros, bem como o nevoeiro quase sempre persistente. A esperança de irmos ter boa visibilidade era pouca...! Quase três horas depois, contudo, atingíamos o bordo da cratera principal, a 2200m ...  e eis que  os céus se abrem num esplendoroso azul, para nos deixar ver o Piquinho,  o  espigão
Cume do Pico, 2351m alt., 2.05.1996
de lava que culmina aquela montanha mágica ... e que lá continuava a fumegar de vez em quando. Para lá chegar, é preciso descer ao interior da cratera principal, para voltar a subir a íngreme ladeira do cone vulcânico. Almoçados ... lançámo-nos então à conquista dessa última etapa ... e poucos minutos antes do meio dia estávamos a 2351 metros de altitude, no cume da montanha mais alta de Portugal! É uma sensação de êxtase e de contemplação, de entrega! No reduzido espaço à volta da pequena "torre" que encima o Piquinho, parecia podermos abraçar toda a ilha e o mar em redor. A visibilidade havia diminuído de novo, mas percebia-se o litoral de S. Jorge e, com algum esforço e "imaginação", a Terceira. Depois ... depois havia que regressar ... e o regresso foi quase permanentemente debaixo de chuva, por vezes copiosa! A descida não é menos épica do que a subida, mas é bem menos demorada: 4 horas para subir ... e menos de duas para descer. Continuando já no transporte de carga debaixo de chuva ... de repente vemo-nos a sair das nuvens e a chegar à Madalena do Pico ... onde estava um bonito dia do Sol e até de algum calor! A roupa secou rapidamente! Realmente os Açores são um álbum meteorológico.
A meio da tarde estávamos de regresso ao Faial. O Pico ficava para trás ... à espera de um dia lá voltar. De novo no Faial, o último dia desta jornada açoreana foi dedicado à cidade da Horta. A marina - célebre em todo o mundo do yachting - e o celebérrimo Peter Café Sport foram os principais pontos de visita, convívio ... e despedida. Nessa altura ... o pai Peter era ainda vivo e lá o cumprimentámos no seu apaixonado posto.
E ao início da tarde daquele dia 3 de Maio de 1996 ... estávamos a voar de regresso a Lisboa! A nossa "equipa" tinha pela primeira vez levado os alunos às ilhas atlânticas ... às ilhas da bruma.
29 de Março de 2011

S. Miguel
Terceira
Faial
Pico e regresso