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domingo, 13 de junho de 2004

Dos trilhos da Gardunha aos senderos de Galicia e de Valença

Nos Caminheiros Gaspar Correia, Maio e Junho de 2004 foram meses de actividades de mais de um dia. Em Maio, levo-os às terras de Alpedrinha e da Gardunha, à actividade que havia preparado dois meses antes. O fim de semana de 15 e 16 de Maio foi aliás um prenúncio de um verão anunciado: dois dias de Sol e calor em que, para além das caminhadas, o grupo teve a calorosa recepção dos queridos amigos que, por tantas vezes já, nos haviam feito de alguma forma pertencer também àquelas terras, que agora dava a conhecer. Castelo Novo, a travessia da serra, a subida à Penha, a descida sobre Alpedrinha, a história e a cultura em cada esquina desta secular vila, que já foi sede de concelho, tudo cativou a "família" Caminheira que ali levei. Depois, nos feriados de Junho, rumámos a Valença, também pela mão de uma filha da terra, para vivermos 4 espectaculares dias em terras do Minho e da Galiza.
Atravessando o Minho em Caminha, o primeiro objectivo foi o Monte de Santa Tecla, onde a história e as lendas da respectiva citânia celta estavam envoltas em denso nevoeiro, junto com toda a paisagem. Depois, foi a visita a Valença e às suas históricas muralhas. À noite, ainda fomos brindados com as festas de Valença e com um espectáculo com o grupo folk galego "A Roda". E a primeira caminhada viria no dia seguinte; primeira caminhada ... que eram três caminhadas! No paraíso natural do Monte Aloia, próximo de Tui, fizemos três lindíssimos percursos, diversificados, de temáticas diferentes: o trilho do Rego da Pedra, acompanhando as pequenas levadas de água construídas em granito; o trilho dos miradouros, com espectaculares panorâmicas sobre o vale do Minho, Tui e Valença, principalmente do Alto de San Xoan; e o
trilho dos Muiños do Tripes, revivendo a vida dos velhos moinhos de água. À noite ainda regressámos a Tui ... para um "concerto" nas escadarias da catedral...J!
O dia 12 de Junho foi dedicado a uma caminhada nas serras de Valença, entre as aldeias de Bade e Boivão, a leste do Monte Faro,o "farol" de Valença. Num dia finalmente mais limpo, este percurso ofereceu-nos passagens quase constantes de denso arvoredo para panorâmicas a perder de vista. O "castelo" de Boivão, amontoado de blocos graníticos na parte final da caminhada, foi local de contemplação. E estavam assim terminadas as actividades caminheiras, naqueles belos dias de Junho de 2004.
13 de Junho de 2011

domingo, 11 de abril de 2004

Das margens do Minho a Vale de Espinho ... com outras terras de permeio

No início de Dezembro de 2003, conseguimos uma "aberta" de 6 dias para uma comemoração especial. Não
Vila Nova de Cerveira, Rio Minho, 4.12.2003
é todos os dias que se completam 30 anos de uma vida em comum...J. A  paixão pelo campo e pelo mundo rural leva-nos ao Alto Minho, à freguesia de Lanhelas e à "Casa da Anta", depois de um primeiro dia e noite na Invicta. Debruçados sobre o Rio Minho, os dias na "Casa da Anta" foram de descanso, mas também de passeios, tanto em terras lusas como por terras dos nossos irmãos galegos. As panorâmicas do alto do Monte de Santa Tecla são sempre espectaculares. Mas espectaculares foram também as paisagens rurais de Vilar de Mouros - recordando o mítico festival - e da Serra de Arga. Agora que já não tínhamos autocaravana, na "Casa da Anta" estreámo-nos no chamado turismo rural; e a "experiência" foi para continuar ... principalmente nas Astúrias.
Lanhelas, Rio Minho, 5.12.2003
Vilar de Mouros, 5.12.2003
Foz do Minho, do Monte de Santa Tecla, 7.12.2003
Pôr-do-Sol na praia de Moledo, 7.12.2003
As caminhadas com aquela que cada vez mais era a nossa "família" caminheira - os Caminheiros Gaspar Correia - também claro que continuavam: Rio Maior, os arrozais de Santo Estevão, a barragem de Pêgo
21 km na Serra da Gardunha, 25.03.2004
do Altar, sucederam-se, de Outubro a Dezembro. Já em 2004, os lapiás da Granja dos Serrões, o sudoeste alentejano - com um Carnaval Caminheiro em Almograve - Portel e a barragem de Alvito, a minha velha Serra d'Aire ... as caminhadas sucedem-se. Em 25 de Março de 2004 faço 21 km a pé, sozinho, na Serra da Gardunha, em prospecção para aquela que viria a ser a actividade de Maio com os Caminheiros. No dia seguinte, junta-se a mim a habitual "equipa de Alpetrinenses"; passamos mais um fim de semana em Alpedrinha e fazemos, agora todos, mais duas caminhadas de preparação para aquela actividade.

Mas voltemos a Dezembro de 2003. Passado o Natal ... regressámos a Vale de Espinho, onde passámos três
Vale de Espinho: casa e palheiros viram casas, Dez.2003
dias. Desta vez não houve caminhadas, mas houve, claro, o respirar daqueles ares "mágicos" ... e houve a assistência às primeiras obras de transformação de uma casa velha e dois palheiros ... em casas...J. Essa assistência repetiu-se na Páscoa de 2004 ... bem como no fim de Maio ... em Junho, no S. João ... em Julho...
O nosso futuro retiro espiritual ia crescendo...J!
Na velha quelhe das pedras, 11.04.2004
A água divina das Fontes Lares, 11.04.2004
Regresso a Vale de Espinho, pelo Areeiro, 11.04.2004
Mas Junho e Julho foram também ricos em caminhadas. Para além de 4 dias em terras do Minho e da Galiza, que serão objecto de post específico, a 3 de Julho participamos numa caminhada nocturna com os Caminheiros, do Cabeço de Montachique ao Tojal.
 
8 de Junho de 2011

quinta-feira, 20 de agosto de 1981

Em busca dos verdes castros...

Vale de Espinho, Agosto de 1980
Depois das viagens feitas com os pais, na adolescência, os anos 80 assinalariam o regresso às "aventuras" além-fronteiras. Em 1980 e 1982, percorremos toda a Galiza, Astúrias, Cantábria e País Basco; a magia das terras do norte peninsular começava a atrair-me!
Assim, a 6 de Agosto de 1980, partimos de Vale de Espinho para uma volta à Galiza. Este primeiro périplo revelar-nos-ia logo uma natureza bastante virgem; os vales dos rios Minho e Eo, por exemplo, mostravam-nos paisagens que pareciam saídas de contos de fadas ... ou das muitas figuras da mitologia celta.
O rio Minho próximo de Chantada, 7 de Agosto de 1980
Rio Eo, 7 de Agosto de 1980
Ribadeo, na "fronteira" Galiza / Astúrias, 7.08.1980
El Barquero, na costa norte da Galiza, 8 de Agosto de 1980
Mas se a zona montanhosa e os vales do interior galego nos mostraram essas belas paisagens, o litoral não lhe fica atrás. O mítico Fisterra, o fim da terra galega, era um local que há muito queria conhecer.
10.08.1980 - No "fim do mundo" ...
... Fisterra, o fim da terra galega!
Chegar a Santiago de Compostela é sempre uma sensação "mágica". A Praça do Obradoiro, naquele dia 10 de Agosto de 1980, rejubilava de gente ... e de música. Naquela altura ainda pouco desperto para a música folk ibérica, a magia que vinha de uma das muitas lojas perto da praça tocou-me logo fundo; viria a saber, mais tarde, que se tratava da "Fis terra", do então recém editado 2º álbum dos Milladoiro.
Vigo, praia de Samil: a magia das ilhas Cíes, 12.08.1980
Depois, descendo a "costa da morte", as Rías Baixas ofereciam-nos panorâmicas de excepcional beleza. Mas, sempre à procura do menos conhecido, do mais selvagem ... tínhamos de ir ao paraíso natural das ilhas Cíes, em frente de Vigo e Baiona. Mais tarde classificadas como Parque Nacional das Ilhas Atlânticas da Galiza, estas ilhas são um autêntico santuário de fauna e flora, destacando-se inúmeras espécies de aves marinhas, como o albatroz e o corvo marinho.
Este primeiro tour  galego  terminou num dos locais onde a cultura celta mais vestígios deixou: o Monte de Santa Tecla (ou Tecra), frente a Caminha e à foz do "nosso" Minho.
No paraíso natural das ilhas Cíes, 13 de Agosto de 1980
E a foz do Minho, do alto do Monte de Sta Tecla, 14.08.1980
Esta primeira xira pelas terras e pela Natureza galega desde logo me cativou. A própria língua, a música e as tradições galegas, rapidamente transformaram essas nossas terras gémeas em paixão ... alargada dois anos depois às restantes comunidades do norte da Península Ibérica. A Galiza e o norte de Portugal são pobos irmaus, porque...

No fondo da ialma
do noso pobo,

Santa Cruz, Agosto de 1980 - Adeus
Armando ... onde quer que estejas!
latexa a forza dun mundo novo.
Por eso queremos cantar...

("Fuxan os Ventos", grupo folk galego)

E o fim de férias deste primeiro ano da década de 80 foi, de novo, em Santa Cruz, mais uma vez com os amigos do Arquivo de Identificação ... agora já todos com filhos...J!
Também com eles, em Janeiro de 1981 vivi a ruralidade de duas aldeias do concelho de Proença-a-Nova - Vale de Urso e Galisteu - de onde um dos casais era natural.

No ensino, em Novembro de 80 e em Fevereiro de 81 a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais e a Comissão Nacional do Ambiente proporcionaram-me dois cursos de formação e actualização; velhos tempos...! Entretanto, tinha regressado à "minha" Escola Secundária de Sacavém, já como professor do quadro de efectivos. E, nesse longínquo ano de 1980/81, comecei a acompanhar uma turma que seguiria quase intacta do 7º ao 11º ano! Em 27 de Maio de 1981, mais uma visita ao Parque Natural da Arrábida assinalaria a primeira de muitas "aventuras" vividas com esses alunos.
27 de Maio de 1981, em visita de Estudo à Arrábida
Litoral da Arrábida, 27.05.1981
A Nauticampo de 1981 "ofereceu-nos" uma nova modalidade de desfrutar da Natureza: comprámos um atrelado-tenda. Estreado em Julho no Parque de Campismo do Guincho, as férias de 1981 foram nele; umas férias por terras alentejanas, Vale de Espinho, Serra da Estrela, Viseu, Aveiro e Santa Cruz. No parque de campismo do Fontelo, em Viseu, uma trovoada monumental ia sendo responsável ... pelo nascimento antecipado do nosso segundo filho ... que nasceria em Novembro...J!
Serra da Estrela, 12.08.1981 - Estrada Manteigas - Torre
Parque de Campismo de S. Gião, 14.08.1981
1 de Fevereiro de 2011