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quinta-feira, 25 de abril de 2002

Picos de Europa, versão 2002

Em 2002, eu tinha alunos do 11º e 12º anos, a maioria dos quais tinham ido ao Gerês em Abril de 2001. Faltava-lhes conhecer os Picos de Europa ... e Somiedo! A minha habitual colega bióloga (eheh...) partilhava alguns deles (em Técnicas Laboratoriais) e o meu velho companheiro destas lides, colega de História, juntou igualmente alunos da área humanista ... e a 20 de Abril de 2002 partíamos para a Cordilheira Cantábrica. Na altura, eu estava muito longe de prever o futuro, mas, à semelhança do Gerês no ano anterior, esta viria a ser a última actividade com alunos naquelas paragens...
Diversas características contribuíram contudo para que esta jornada, sendo a última ... tenha sido talvez a melhor conseguida, a mais bonita e "poética". Em Somiedo, fizemos finalmente a Ruta de Los Lagos, cancelada pela neve em 2000; nos Picos de Europa, o circuito de jeeps teve troços novos; e até o sentido geral foi o inverso do "tradicional", começando pela Cantábria, com escala em Osorno.
O segundo dia levou-nos à nascente do Ebro e às terras do Alto Campoó, subindo pela primeira vez com alunos ao Pico Tres Mares. Seguiu-se Santillana del Mar,  um cheirinho da costa cantábrica em  Comillas
Circo de Peña Remoña (teleférico
de Fuente De), 22.04.2002
e San Vicente de la Barquera, para depois descermos o desfiladeiro de La Hermida, em direcção ao "meu" velho Camping La Isla - Picos de Europa, em Potes, a partir do qual no dia 22 subimos ao Balcón del Cable, no teleférico de Fuente De. Mais uma vez, a envolvência daquelas montanhas e daquela Natureza agreste deu azo a que cada um vivesse a liberdade e a sua própria experiência, numa comunhão entre a alegria da amizade e do convívio com uma viagem ao íntimo de cada um dos participantes.
À tarde, seguiu-se o Mosteiro de Santo Toribio, a capela de São Miguel, a vila de Potes. E à noite ... voltámos ao miradouro da capela de São Miguel ... onde até se avistaram pirilampos gigantes...J! No dia seguinte ... mudávamo-nos para Arenas de Cabrales, para o também já velho camping Naranjo de Bulnes.
O dia 24 era o dia da "grande aventura": a Ruta del Cares e o circuito em todo-o-terrreno pelo maciço central dos Picos de Europa! Num esplêndido dia de Sol, as panorâmicas da "Garganta Divina", as sucessivas curvas e torrentes do rio, as quedas de água, tudo brilhava aos olhos daquele grupo de jovens maravilhados.
Ruta del Cares, 24.04.2002
Uma vez chegados a Caín, o almoço foi nas margens do Cares ... após o que nos esperavam os jeeps da Casa Cipriano. E que "aventura" vivemos naquela tarde. Querendo brindar-nos com um percurso ligeiramente diferente do dos outros anos em que os havia contratado, de Posada de Valdeón e do Puerto de Pandetrave seguimos para o Puerto de San Glorio, onde o monumento em pedra ao urso cantábrico foi ponto obrigatório de paragem, brincadeiras e filmagens.
Puerto de San Glorio, monumento ao urso, 24.04.2002
Do Puerto de San Glorio passámos para o vale de Liébana pela célebre pista de Cosgaya, subindo depois a Pembes, onde a pista atravessa um "túnel" por entre as próprias casas da aldeia. E de Pembes aos Puertos de Aliva, sempre a subir, a "odisseia" parecia quase um Troféu Camel. Nos Puertos de Aliva já estávamos de novo em terreno conhecido, com as habituais paragens no chalet real e na cumeada onde se atravessa a "fronteira" Cantábria / Astúrias. Aliás, mais uma vez, este périplo TT ligou as três comunidades dos Picos de Europa: Leão, Astúrias e Cantábria.
Pista de Cosgaya e Pembes, 24.04.2002
Puertos de Aliva, 24.04.2002
E pelas Vegas de Sotres descemos a Sotres ... e ao Bar Cipriano, da empresa dos jeeps. Depois, foi só descer a Arenas de Cabrales ... e estávamos no "nosso" Camping. Que aventura memorável!
A nossa "aventura" no Wikiloc / Google Earth
No dia seguinte, 25 de Abril, íamos partir para ocidente. Primeiro para o ocidente dos Picos de Europa - Covadonga e os Lagos Enol e Ercina - e depois para o ocidente das Astúrias ... para as terras mágicas de Somiedo!
Covadonga, 25.04.2002
Fotos: Telo Ferreira Canhão
Mais fotos desta viagem, da autoria de Filipe Coelho
24 de Maio de 2011

sábado, 14 de agosto de 1999

À redescoberta de Somiedo ... e de outros paraísos naturais asturianos

A 26 de Julho de 1999, partíamos para as nossas segundas férias a dois ... para o norte peninsular...J! Desta vez começámos pela Galiza.  A Península do Morrazo,  frente às ilhas Cíes,  ocupou-nos os quatro
Cabo Home, Morrazo, 28.07.1999
primeiros dias, numa de mar e de céu, dos cortes e recortes daquela costa escarpada. Moaña, o Cabo Home, Hío, Aldán, são nomes que soam a liberdade, a uma Natureza ainda quase no seu estado mais puro ... antes do Prestige! Depois, rumámos a Lugo, Fonsagrada ... e entrámos nas Astúrias, por Grandas de Salime e pela Serra do Rañadoiro. Por Cangas de Narcea e pelo Puerto de Leitariegos, passámos por momentos ao norte de Leão, para reentrarmos nas Astúrias ... no Puerto de Somiedo! Descemos a Pola de Somiedo,  subimos a Valle de Lago ... e  o Camping Lagos
Camping "Lagos de Somiedo", Valle de Lago, 1.08.1999
de Somiedo esperava por nós. É verdade: dois anos depois, estávamos de novo no paraíso perdido de Somiedo, a minha 3ª "terra natal"! Desta vez ... nada nem ninguém me tiraria de lá...J!
Ao contrário do dia 5 de Agosto de 1997, o dia 1 de Agosto de 99 amanheceu esplendoroso! O Sol iluminava o vale onde estávamos, encaixado entre as encostas que dois anos antes nem sequer tínhamos visto. Os folhetos fornecidos pelo parque e as consultas numa internet ainda relativamente incipiente falavam-me das brañas vaqueiras, da Braña de Sousas, ali relativamente perto de Valle de Lago, dos Picos Albos ... e de tantos e tantos possíveis percursos a pé por aquelas montanhas, onde pareciam ecoar os acordes dos Llan de Cubel, aqueles que ainda hoje continuam a ser a minha referência na folk asturiana.
O dia 1 de Agosto foi assim o da descoberta do Lago del Valle, o maior lago glaciário da cordilheira cantábrica. Era a caminhada que teríamos feito dois anos antes ... e uma das muitas que viria a fazer nas terras mágicas de Somiedo. Saindo da aldeia pelo bairro de Auteiro, vamos ganhando altitude, subindo o vale do rio del lago. Surgem-nos os primeiros teitos. Os teitos são cabanas típicas do ocidente das Astúrias e noroeste leonês, construídas em pedra, com cobertura vegetal, normalmente de palha de centeio ou giesta. Os aglomerados de teitos caracterizam as brañas, ligadas à transumância entre as pastagens de altitude, para onde em Maio os vaqueiros subiam em busca dos frescos prados, regressando para passar o inverno nos campos e pastagens mais baixos. As brañas correspondem às nossas brandas e inverneiras, típicas por exemplo das Serras da Peneda e do Soajo.
À redescoberta de Somiedo, 31.07 e 1.08.1999
O percurso do Lago del Valle no Wikiloc / Google Earth, 1.08.99
                  
Ao longo de um vale majestoso, caminhávamos em direcção aos Picos Albos e à parede por trás do Lago del Valle, que separa as Astúrias de Leão. O lago, que neste trajecto só se vê praticamente quando lá chegamos, situa-se a 1570 metros de altitude, rodeado dos altos picos que fecham aquele circo glaciar, ultrapassando os 2000 metros, a sul. Que melhor sítio para almoçarmos? A sensação de ter "conquistado" aquele lugar, que dois anos antes tinha estado perdido nas nuvens e chuvas, é indescritível. E as montanhas à volta chamavam-me para mais "aventuras", para palmilhar os trilhos que se percebiam possíveis. Mas ... os carros e caravanas ainda não têm telecomando para os teletransportar para outro lado. É uma das vantagens de fazer caminhadas em grupo: o autocarro vai-nos buscar a outro destino. Assim, descemos de novo o vale, de regresso a Valle de Lago e ao parque de campismo. A visão no sentido descendente é também extraordinária, com a aldeiazinha a perceber-se desde meio caminho, ao lado da Peña Furada, o grande bloco rochoso a sudoeste, furado de lado a lado por um grande "olho" natural. Menos de um ano depois ... estaria em Somiedo com alunos!
Mas Somiedo não acaba no Lago del Valle, muito pelo contrário. Dia 2 de Agosto, descemos a Pola de Somiedo e descemos o curso do rio Somiedo até à central de La Malva e a La Riera. Era a estrada que 2 anos antes havíamos feito em sentido contrário, quando pela primeira vez eu tinha sido tocado pela magia
Puerto de S. Lorenzo, 2.08.1999
de Somiedo. Agora, em mais um esplendoroso dia de Sol, as encostas e os montes pareciam rejubilar de vida. E em La Riera rumámos a leste, voltando a subir, desta vez para o Puerto de San Lorenzo ... e para as nuvens. O Puerto de San Lorenzo divide as comarcas de Somiedo e de Teverga e, com elas, separa as terras somedanas dos chamados Valles del Oso, por neles se encontrarem ainda alguns dos últimos ursos pardos cantábricos, se bem que do lado de Somiedo também, principalmente no vale do Pigueña.
Mas à medida que nos aproximávamos do Puerto de San Lorenzo ... os céus fechavam-se num imenso nevoeiro que não deixava ver nada. Somiedo tem os seus mistérios, os seus dias de glória, mas também os seus dias de misticismo, em que as nuvens escondem as montanhas, realimentando as águas que escorrem pelas encostas verdejantes. Dali, do Puerto de San Lorenzo, apenas víamos as placas indicadoras de um trilho ... e os primeiros metros dele. Uns anos mais tarde lá estaria ... para fazer o Cordal de La Mesa, o trilho naquela altura perdido nas nuvens.
Naranjo de Bulnes, visto do miradouro de Camarmeña, 3.08.1999
E assim descemos a Teverga, simpática vila no vale do rio Trubia, que descemos ao longo do desfiladeiro de Peñas Juntas e da Senda del Oso, velha linha mineira transformada em trilho pedestre e ciclista. Claro que logo nasceu a ideia de ali levar também alunos ... tanto mais que em Teverga tínhamos visto a existência de um Albergue. E em Proaza visitámos a Casa del Oso, exposição sobre o habitat do urso pardo e a sua história na cordilheira cantábrica. Depois ... do ocidente rumámos ao oriente das Astúrias: por Oviedo e Cangas de Onís, fomos passar dois dias ao "nosso" velho Camping "Naranjo de Bulnes", em Arenas de Cabrales. Basicamente de descanso, o primeiro desses 2 dias foi dedicado a uma curta caminhada à  aldeia de  Camarmeña  e
Camping "Naranjo de Bulnes", 4.08.1999
ao miradouro do Naranjo de Bulnes, o mítico torreão rochoso, emblema dos Picos de Europa e do montanhismo, sobre a pequena aldeia de Bulnes e aos pés da já nossa conhecida Senda del Cares.
Continuando para leste, no dia 5 cruzámos a Sierra del Cuera, a norte de Arenas, para descermos depois o desfiladeiro de La Hermida, em direcção a Potes. Em tantas vezes que já atravessámos este desfiladeiro, ao longo do rio Deva, foi sempre ficando para trás uma caminhada mítica, que ainda um dia quero fazer: a Ruta de Tresviso, ligando a aldeia do mesmo nome, nos cumes próximos de Sotres, ao rio Deva e ao vale. E sendo o vale de Liébana também já nosso velho conhecido, o dia 6 foi igualmente de completo descanso, no camping das nossas "amigas" cunhadas, o velho "La Isla - Picos de Europa".
De Arenas de Cabrales a terras de Sobrescobio, 5 a 9.08.1999
Pelo Puerto de Piedrasluengas, passámos depois para terras palentinas e leonesas, contornando a Reserva de Fuentes Carrionas, por Cervera de Pisuerga e Guardo. Em Boca de Huérgano, próximo de Riaño ... estivemos um dia e meio "retidos" na caravana, no Camping "Alto Esla" ... à espera que a chuva parasse! E no dia 9 a chuva parou...J!
O percurso da Ruta del Alba no Wikiloc / Google Earth
Reentrámos nas Astúrias pelo Puerto de Tarna, atravessando o recém criado Parque Natural de Redes, ao longo do jovem rio Nalón. O destino eram agora as terras de Sobrescobio e a Ruta del Alba, mais  uma das  maravilhas naturais do paraíso natural
Ruta del Alba e Hoces del Rio Aller, 9.08.1999
de Astúrias. É o reino do verde e da água, 14 km a pé a partir da aldeia de Soto de Agues, um reino de magia e de encanto.
Por Pola de Laviana e Cabañaquinta, inflectimos de novo para sul, em direcção ao Puerto de San Isidro e a outra maravilha desta zona sul de Astúrias, as Hoces del Rio Aller. Embora sem percurso pedestre, atravessámos na caravana mais este paraíso verde, no limite mesmo entre Astúrias e Leão. Já em Leão, atravessámos a Reserva de Mampodre ... e despedimo-nos das montanhas cantábricas, neste glorioso ano de 1999.
O dia 11 de Agosto era especial: no camping da cidade de Leão, assistimos ao maior eclipse solar do século, na Europa. Pouco depois do meio dia ... o Sol escondeu-se e parecia que ia anoitecer! Mas as trevas afastaram-se e a luz voltou de novo...
Leão, 11.08.1999 - Quando do dia se fez noite
Lago de Sanabria, 12.08.1999
Estas férias contariam ainda, no regresso, com uma breve passagem pelo Lago de Sanabria, entrando em Portugal por Montesinho, e com um dia de descanso final no camping de Pomares, perto de Avô ... de onde regressámos a casa.
 
27 de Abril de 2011

sexta-feira, 2 de maio de 1997

Novas "aventuras" ... nos Picos de Europa

Abril de 1997, 2º período escolar. Com alunos do 12º ano - alguns que tinham sido da minha "sócia" até ao 11º,  outros  meus  e dos habituais colegas de História e de Línguas  e  Literaturas  e  outros  ainda  que  as
De Lisboa a Ribadesella e às montanhas
de Covadonga, 25 e 26.04.1997
"fragas" escolares tinham feito repetir um ou mais anos... - tinha-se delineado pela segunda vez uma ida aos Picos de Europa. Alguns dos que vieram a participar ... já vinham do grupo de Alvão e Montesinho, dos Pirenéus e dos Açores! Assim, de 25 de Abril a 1 de Maio de 1997, durante 7 dias, vivemos nova "aventura" na cordilheira cantábrica, plena de novas sensações e emoções...J
O trajecto foi de certo modo inverso ao seguido 7 anos antes: depois de uma primeira noite em Villamañan, próximo de León, começámos por Ribadesella e pelas grutas de Tito Bustillo. Seguiu-se Cangas de Onís e ... a montanha de Covadonga. A imponência da Natureza nos Lagos Enol e Ercina maravilhou mais uma vez tudo e todos, inclusive ao longo da estrada de acesso aos lagos.  Em   Covadonga   propriamente  ...  pesa   a
Camping "Naranjo de Bulnes", Arenas de Cabrales, 26.04.1997
evocação de Pelágio e o misticimo da Gruta Santa.
E este segundo dia terminaria em Arenas de Cabrales, nos bungalows do Camping "Naranjo de Bulnes", que havíamos descoberto no ano anterior.
E o dia seguinte ... era de "aventura". Fazer a garganta do Cares com alunos, tinha passado a ser "obrigatório". Mas ... fazê-la nos dois sentidos, como no ano anterior? Não seria melhor juntar o percurso pedestre ... a uma travessia em todo-o-terreno? E assim, claro que já com tudo acertado previamente, dia 27 de Abril tínhamos os jeeps à nossa espera à porta do camping! Íamos atravessar o maciço central dos Picos de Europa! E que "aventura" ... até porque o tempo não parecia estar muito convidativo, ameaçando chuva. Mas o meu amigo S. Pedro esteve, uma vez
Vegas de Sotres, durante o percurso de jeep, 27.04.1997
mais, do nosso lado...J!
Começámos por subir de Arenas de Cabrales a Sotres, pequena aldeia de montanha a partir da qual subimos às Vegas de Sotres, à "fronteira" Astúrias / Cantábria, aos Puertos de Áliva e ao chalet real (1650m alt.), onde havíamos passado a pé 7 anos antes com outro grupo de alunos. Não estávamos longe, aliás, da estação superior do teleférico de Fuente De. Neste percurso chegámos a ver um lobo, na extraordinária envolvência dos Picos que nos rodeavam. Depois, foi a descida para Espinama, pelo percurso feito a pé em 1990. Chegados a Fuente De, inflectimos
Camaraman em acção, 27.4.1997
para sul; o teleférico ficaria para 2 dias depois.
E ... voltámos a subir. Pelos altos de Valcavao, a pista de montanha chega perto dos 1800m de altitude, com espectaculares panorâmicas para o vale de Valdeón. Pouco depois ... estávamos na estrada que havíamos feito de autocaravana no ano anterior, do Puerto de Pandetrave a Santa Marina e a Posada de Valdeón. Seguindo já o curso do Cares, chegámos a Caín, com duas paragens no Mirador del Tombo e no Chorco de los lobos. Tínhamos feitos sensivelmente 70 km de jeeps!
"Aventura" em todo-o-terreno e Ruta del Cares, 27.04.1997
Seguiu-se o percurso pedestre da Ruta del Cares, no sentido Caín - Poncebos. Os sucessivos túneis e pontes, a imponência das paredes rochosas, o traçado sinuoso do rio, com as suas múltiplas quedas de água e convidativas piscinas naturais ... tudo passava ante os olhos extasiados dos jovens que ali leváramos, mas também dos restantes três colegas e amigos, já que, também para eles, toda esta "aventura" tinha sido igualmente novidade. O "nosso" autocarro esperava-nos em Poncebos, e rapidamente regressámos ao Camping "Naranjo de Bulnes", fechando assim esta volta ao maciço central dos Picos de Europa! Depois dos banhos, fez de novo sensação um já célebre pijama de cetim...J!
A manhã do dia 28 ... foi para descansar das fadigas da véspera. Passeio pela vila de Arenas de Cabrales, para quem quis, disfrutar da beleza do camping, para outros. Só partimos depois do almoço, e partimos em direcção ao Desfiladeiro de La Hermida e a Potes, cujas ruas medievais e exposição de bruxaria despertou as atenções de todos. Terminámos esta curta etapa ... no já velho conhecido Camping "La Isla Picos de Europa". As duas gerentes do camping, cunhadas, já eram também nossas "velhas conhecidas"!
E o dia seguinte foi dedicado a Fuente De e ao teleférico ... em cuja base havíamos passado dois dias antes de jeep. Apesar da "viagem" ser curta (pouco mais de 3 minutos) ... nem toda a gente se sentia segura dentro da cabine...J! Mas a maravilha da panorâmica e da envolvência que nos esperava suplantou tudo ... permitindo até uma autêntica "batalha campal" na neve...J! Cumprindo a tradição local de deixar nomes escritos com pedras soltas ... deixámos escrito "SACAVÉM" naquelas paragens no seio do maciço central dos Picos. Depois, a descida foi de novo suspensos dos cabos, já que o percurso pedestre para Espinama foi parte do que tínhamos já feito nos jeeps. E, de regresso ao vale de Turieno, íamos ainda visitar o Mosteiro de Santo Toribio de Liébana, local sagrado da região, onde se conserva uma parte do lignum crucis, a madeira que supostamente fez parte da cruz onde Jesus Cristo foi crucificado.
Liébana (Fuente De e teleférico)
e ... regresso a casa, 29.04 a 1.05.1997
Depois, alguns quiseram voltar a pé a Potes, para novo passeio, outros subiram à Capela de S. Miguel, um dos mais espectaculares miradouros sobre todos o maciço oriental e central dos Picos de Europa ... e também sobre o "nosso" parque de campismo, para o qual descemos a pé. À noite, contudo, voltaríamos a este local de eleição ... de eleição para a nossa tradicional última noite, já que as "aventuras" estavam prestes a terminar. O crepitar de uma fogueira, as luzes das pequenas aldeias do vale de Turieno, o recorte das montanhas ao luar, a alegria, a camaradagem, as brincadeiras, e, porque não dizê-lo, a juventude de todos, mais velhos ou mais novos ... deram lugar a horas mágicas ... que durariam até bem tarde.
30 de Abril e 1 de Maio era o "coming home". Não sem contudo passarmos pela jóia de Santillana del Mar e uma curta passagem por Santander. A escala foi em Osorno, na tierra castelhana de Campos, e o último dia só teve história em Salamanca, incluindo, claro, a sua belíssima Catedral. Ao fim da tarde estávamos em casa.

A "aventura" nos jeeps e a Senda del Cares no Wikiloc / Google Earth:


Os valores da amizade, da convivência entre todos, alunos e professores, da liberdade com responsabilidade, foram mais uma vez elevados bem alto nesta digressão. No final do habitual filme que já tradicionalmente eu ia deixando para memórias futuras, apeteceu-me incluir o lindíssimo "Fresco" aqui transcrito há dois posts atrás. Comentando esse post, uma das alunas que participou nestas "aventuras" escreveu há dias no Facebook, antes mesmo da publicação deste artigo: "A minha parte preferida do video dos Picos de Europa de 1997 é quando temos a oportunidade de ler este "Fresco". A imagem, o som e as palavras: perfeito!". São testemunhos como estes que também dão sabor à vida...
Foi também nestas novas "aventuras" nos Picos que começaram a surgir outros testemunhos que transmitem sentimentos, vivências, experiências, sob a forma de frases soltas, escritas ao sabor desses mesmos sentimentos. Exemplos...

“Há momentos que ficam na nossa mente perfeitos, tal como foram vividos.”
Ana Catarina Gomes
“Com o companheirismo e a alegria, esqueci-me que tinha colegas, descobri que tinha amigos ...”
João Alexandre Pinto
“Alguns dos risos, alegrias e partilhas que definem a amizade, estiveram presentes nesta visita !”
Carla Marina Lameiras
“A vida é constituída de sonhos. Nesta viagem, foram realizados muitos sonhos.”
Filipe Miguel Murcho
“Obrigado por conseguirem transformar pequenos instantes em grandes momentos !”
Sara Costa
“A vida é feita de recordações. Vivemos algo que valeu a pena ser vivido, e valerá sempre a pena ser recordado.”                                                                                                 Carla Sofia Chapouto
“Foi no mínimo indiscutível, no máximo inesquecível !”
Jorge Filipe Silva
“Esta matéria não sai em provas globais, nem em exames nacionais. Não sai nunca mais ...”
Luís Boavida, professor
“Em tempo de aprendizagem utilitária, voltar às raízes do aprender, por prazer!...”
Maria Teresa Gomes, professora
6 de Abril de 2011

quarta-feira, 28 de agosto de 1996

Regresso aos Picos de Europa e à Galiza ... em autocaravana

A 1 de Agosto de 1996, estava a partir de Vale de Espinho rumo, mais uma vez, à Espanha verde, à Cordilheira Cantábrica. Embora nunca tivéssemos gostado de ficar fora de parques de campismo, a autocaravana permitia maior liberdade e autonomia. O primeiro destino eram os Picos de Europa. Íamos procurar "explorar" zonas que ainda não conhecíamos, como o famoso desfiladeiro do rio Cares, a "garganta divina".  Por  Leon  e  Riaño,  entrámos nos Picos  de  Europa pelo sul,  passando o  Puerto  de
Desfiladeiro de La Hermida, Rio Deva, 2.08.1996
Pandetrave (1562m). A ideia era "acampar" na pequena aldeia de Santa Marina de Valdeón, de onde atingiríamos Posada de Valdeón e Caín, já sobre o Cares. No entanto ... a estradinha para Santa Marina foi estreitando ... estreitando ... e à entrada da aldeia foi preciso regressar, já que a autocaravana não cabia nas estreitas ruas! Contornámos então o maciço central, e numa tarde de nevoeiro percorremos a bonita estrada do Puerto de San Glorio (1609m), rumo a Potes e ao já nosso conhecido camping "La Isla, Picos de Europa". Potes é sempre aquela cativante aldeia, como que parada no tempo. Mas desta vez, feita a "escala", no dia seguinte rumámos a Arenas de Cabrales, ao longo do rio Deva e do desfiladeiro de La Hermida. E em Arenas de Cabrales, já à beira do Cares, instalámo-nos por 3 noites no camping "Naranjo de Bulnes" ... que igualmente viria a ser uma referência para outras "aventuras".
E a partir de Arenas de Cabrales lançámo-nos então na Senda del Cares. Fazer a Senda del Cares é um percurso "obrigatório" para os amantes da Natureza e da montanha. Primeiro na caravana até Poncebos, início do fabuloso trilho que atravessa o maciço central, depois a pé ao longo dos seus 12 km ... transformados  em  24  na ida e volta!  De  um lado e outro do rio,  os enormes  paredões  rochosos  foram
Ruta del Cares, 4.08.1996
Ruta del Cares, 4.08.1996
Ruta del Cares, 4.08.1996
como que talhados a pique na rocha calcária. Acima de nós, a noroeste, estão os Lagos Ercina e Enol, os lagos de Covadonga; a sudeste, as alturas de Torre Cerredo e do mítico Naranjo de Bulnes. Sentimo-nos pertencer à montanha, à turbulência das águas do Cares, à própria rocha escavada em múltiplos túneis ao longo da parte final do trilho. Trilho que termina em Caín, já em terras leonesas. Aí almoçámos ... para à tarde repetir o trilho no sentido inverso.
Luarca, 7.08.1996 - Reconstituição de uma foto com 14 anos...J
O dia seguinte, 5 de Agosto, foi dia de descanso em Arenas de Cabrales, até porque a chuva predominou. O paraíso verde também significa, claro ... precipitação mesmo nos meses de verão. Depois, rumámos ao ocidente das Astúrias ... e à Galiza. Uma etapa intermediária levou-nos a Luarca, ainda nas Astúrias, a simpática vila de pescadores que tínhamos conhecido 14 anos antes. Uma foto "histórica" feita nessa altura, com o nosso júnior escondendo uma flor para entregar à mãe ... foi reconstituída com esse mesmo júnior 14 anos mais velho...J!
Mas este 7 de Agosto de 1996 ficaria tragicamente marcado na história de Espanha e na história campista: ao ouvirmos as notícias, em Luarca, soubemos da trágica avalanche que dizimou o Camping "Las Nieves", em Biescas, Pirenéus, na qual morreram 87 pessoas e mais de 180 ficaram feridas!
Entrámos na Galiza por Ribadeo, percorrendo depois a costa norte. Um dia de descanso em Viveiro ... e seguia-se a Coruña e Santiago de Compostela. Como o júnior mais pequeno diz no filme, para uns era recordar ... para ele era conhecer. E as férias terminaram em Valença do Minho e em Santa Cruz, em convívios de amizade e familiar. Um mês depois, as duas autocaravanas e a equipa do périplo britânico do verão de 1995 juntavam-se de novo ... para um curto fim de semana em Vila Nova de Milfontes.
Pelos Picos de Europa, 2 a 6.08.1996
Em Luarca e regresso pela Galiza, 7 a 11.08.1996

A Senda del Cares no Wikiloc / Google Earth:


31 de Março de 2011

sexta-feira, 14 de dezembro de 1990

Jornada pelos Picos de Europa ... com regresso por Montesinho

8 a 14 de Setembro de 1990. Início de mais um ano lectivo. Para os "Amigos da Natureza", antes de começarem as aulas propriamente ditas ... estava  reservada  uma  "aventura"  nos  Picos de Europa,  com
8.09.1990 - Vilar Formoso,
quando ainda havia fronteiras
regresso pelo Parque Natural de Montesinho! Para a maioria dos alunos, era a última actividade vivida na Escola; antes das 6 da manhã já havia gente à porta, para uma jornada de 700 km sem história até ao Camping de Cubillas, para lá de Valladolid. A primeira aventura foi montar as tendas; é que o chão ... parecia de cimento! Mas no dia seguinte a paisagem mudava radicalmente: o árido planalto castelhano dava lugar à magnífica paisagem verdejante das montanhas. Estávamos na Cordilheira Cantábrica!
Ainda nesse segundo dia, Santander e Santillana del Mar foram visitas obrigatórias. Estava a levar os alunos à Espanha verde, que havíamos conhecido oito anos antes. Ao longo do desfiladeiro de La Hermida e do Rio Deva, fomos percorrendo aquele maravilhoso cenário natural, terminando em Potes e no Camping "La Isla - Picos de Europa", onde igualmente havíamos ficado em 1982. Este Camping seria aliás base para várias "expedições" aos Picos de Europa, nos anos seguintes. À beira do Deva, o parque fica num verdejante vale rodeado de montanhas, atrás das quais o Sol se preparava já para desaparecer, naquele fim de tarde. O solo relvado contrastava com o de Cubillas. O café e esplanada, junto ao rio, construídos em madeira, prendiam-nos àquele recanto saído como que de um conto de fadas.
E a primeira "aventura" foi a subida de teleférico ao Balcón del Cable, em Fuente De, 22 km a oeste de Potes e no coração do maciço oriental dos Picos de Europa. Rodeados pelos altos Picos Tesorero, Peña Vieja e Torre Cerredo, estávamos também bem perto do mítico Naranjo de Bulnes. E o almoço foi no Refúgio de Aliva, na parte inicial de um percurso de 16 km a pé, que nos havia de levar de regresso ao vale e à aldeia de Espinama, onde nos aguardava o Sr. Agostinho e o seu autocarro. Este motorista, não muito mais velho que os alunos mais velhos ... havia de ficar para a história das nossas "aventuras".
Maciço central dos Picos de Europa, 10.09.1990
Percurso a pé Balcón del Cable - Espinama, 10.09.1990
Mais um dia ... e saímos de Potes, contornando os maciços oriental e central dos Picos. Deixávamos a Cantábria  para  entrar  nas Astúrias. Seguiu-se Covadonga e os seus Lagos Enol e Ercina ... não sem alguns arrepios ao longo dos 12km da estrada estreita e íngreme que leva do Santuário àqueles lagos de altitude.
Covadonga, Gruta Santa, 11.09.1990
Lago Enol, Covadonga, 11.09.1990
Uma visita a Cangas de Onís e à sua medieva ponte e, ao fim da tarde, estávamos no Camping de Ribadesella. Preparados para montar tendas por uma noite ... soubemos que podíamos ficar em bungalows pelo mesmo preço! Foi uma festa! Tão grande que o grupo comprou todos os frangos do supermercado do parque, para um churrasco nocturno de convívio e camaradagem. No dia seguinte ... soubemos que um "utente" de um beliche superior tinha vindo parar ao chão...J!
Em Ribadesella, situam-se as grutas de Tito Bustillo. À falta das de Altamira, que em 1990 já não se podiam visitar, Tito Bustillo ilustrou a arte paleolítica que os alunos haviam aprendido nas aulas de História.
Ribadesella marcava o ponto de inflexão para sul: por Oviedo e León, o destino seguinte ... era já em Portugal: o Parque Natural de Montesinho, em terras transmontanas.  E íamos ficar  em  plena  serra, na
Casa-abrigo da Lama Grande, perfeitamente  integrada na rocha e na espectacular paisagem que nos rodeava.
A Lama Grande foi a nossa "base" para exploração da zona de Bragança, incluindo a própria cidade. É claro que não podia faltar a visita a Rio de Onor; o guia do Parque Natural que nos acompanhou falou-nos das vezeiras para a guarda do gado, à vez, pelos diferentes habitantes; falou-nos mais uma vez do boi do povo, do forno e de outros hábitos comunitários destas aldeias perdidas no tempo. Falou-nos também do Rio-de-Onorês, o dialecto local, com alguma mistura de português e leonês.
O almoço desse dia foi em Gimonde ... e ficou histórico. A tradicional e deliciosa posta mirandesa foi o prato escolhido ... e foi a primeira vez, em tantas e tantas "aventuras" com gente jovem e normalmente "esfomeada" ... que vi carne ir para dentro em relativa quantidade ... porque aquela gente já não conseguia comer mais posta..J!
Mas o nosso guia falou-nos também da riqueza florestal e faunística de Montesinho, das manchas de carvalhos, das maiores da Europa e dos trabalhos para a preservação do lobo, do corço e de outras espécies. Tal como em 84, visitámos também o picadeiro e viveiro de trutas, na aldeia de França.
A última noite, como tradicionalmente acontece, foi "liberalizada": uma fogueira, música, conversas, convívio ... nalguns casos até às 6 da manhã. Porque a seguir era o regresso a casa, sem história.
E esta história teve ainda uma estória original: à chegada a Sacavém ... porque não irmos todos jantar ao "famoso" bacalhau assado, na Bobadela? É que o restaurante ... era e ainda é da família de um dos alunos que participaram nesta actividade!

Esta actividade nos Picos de Europa e Montesinho inspirou também a "construção" de um genérico do Clube "Amigos da Natureza", para os respectivos vídeos. E que gozo deu essa montagem! Naqueles tempos ... funcionava a imaginação e o improviso; o efeito de focagem do emblema do Clube sobre a paisagem ... foi conseguido com uma folha de acetato que se deslocava em peças de LEGO, puxadas com cordéis, frente à projecção de um slide com a paisagem...! Mais tarde, já na era do digital, viríamos a montar um segundo genérico do Clube.

E ainda em 1990, no dia 14 de Dezembro, nova "geração" de alunos se estreava nas "andanças" e "aventuras" do Clube "Amigos da Natureza". O cenário ... foi mais uma vez a Tapada de Mafra.

A caminhada Balcón del Cable / Espinama no Wikiloc / Google Earth:


2 de Março de 2011

quarta-feira, 25 de agosto de 1982

Jornada cantabra - a Espanha verde!

A 27 de Julho de 1982, partíamos do Gerês para continuar, para leste, a volta galega feita dois anos antes.
As Montanhas e a Costa Cantábrica iam-se-nos revelar como uma autêntica Espanha verde, tão diferente da meseta e da imagem que habitualmente temos. A Cornisa Cantábrica - Astúrias, Cantábria, País Basco e norte de Leão e Castela - são, realmente ... outra Espanha!
O Rio Minho entre Ourense e Monforte
de Lemos, Galiza, 27.07.1982
Navia de Suarna, Galiza,
27.07.1982
Tal como em 80, o périplo começou pelo vale do Minho, seguindo depois ao longo do leste das províncias galegas de Ourense e de Lugo e entrando nas Astúrias em Vegadeo.

Reminiscência de velhos reinos medievais, o Principado das Astúrias constitui um verdadeiro Paraíso Natural, fazendo jus ao símbolo e ao slogan que o identificam. Além disso ...
Asturies ye un pequeñu país con montañes y mares, llingua, cultura, hestoria, música, tradiciones propies.
Una tierra pequeña ente la mar y los montes altísimos. La tierra de los tuyos.
Mil ríos, mil caminos la traviesen. Mil ríos que lleven en sen la voz de los antiguos.
Mil caminos que trayen voces nueves.
(do grupo folk asturiano “Llan de Cubel”)
Dois aspectos de Luarca, costa asturiana, 28 de Julho de 1982
Cudillero, Astúrias, 29 de Julho de 1982
Pequenas povoações de pescadores, como Luarca e Cudillero, dão côr e vida à paisagem litoral ... ente la mar y los montes altísimos ... que passavam diante dos nossos olhos maravilhados.
Seguiram-se Salinas, Aviles, o Cristo de Candás, Gijón e, claro, Oviedo ... a capital do Paraíso. Depois ... depois o apelo da montanha era mais forte. E a montanha de Covadonga estava ali próxima! Covadonga, um dos primeiros Parques Nacionais da Europa, criado por Afonso XIII em 1918.
Covadonga, 31.07.1982 - onde se iniciou a Reconquista Cristã
Lago Enol, nas montanhas de Covadonga, 31.07.1982
A região dos Picos de Europa, no limite entre as Astúrias, Cantábria e norte de Leão, cativou-nos desde logo. Há quase 30 anos, as pequenas vilas e aldeias reflectiam ainda uma vivência de montanha tradicional,
Teleférico de Fuente De, maciço central dos Picos de Europa, 1.08.1982
que felizmente ainda hoje se percebe. Voltaria lá mais 6 vezes ... 4 delas com alunos ... para além de outras "descobertas" que estavam para vir, no Paraíso Asturiano.
Próximo, não podíamos deixar de visitar a jóia arquitectónica que é Santillana del Mar, e, claro, como
No maciço central dos Picos de Europa, 1 de Agosto de 1982
Santillana del Mar, 1 de Agosto de 1982
espeleólogo (ou ex-espeleólogo) ... as Grutas de Altamira, a Capela Sistina da arte paleolítica!
Voltámos ao litoral em Santander, capital da Cantábria e talvez uma das mais bonitas cidades de Espanha. Depois, o resto da costa cantabra, Bilbao e a costa basca, até Deba; não estávamos longe da fronteira francesa ... mas as terras de França ficariam para outro ano.
Ondarroa, costa basca, 5 de Agosto de 1982
Amanhecer em Deba, costa basca, 6 de Agosto de 1982
Vale de Espinho em família, Agosto de 1982
Santa Cruz ... o "rebento" esperava-nos

O regresso a Portugal ... levou-nos a Vale de Espinho, embora por poucos dias. É que o nosso herdeiro mais novo ... esperava por nós em Santa Cruz! E ainda houve lugar a um passeio a Óbidos, Foz do Arelho, Baleal, Peniche e Cabo Carvoeiro.
Santa Cruz, Agosto de 1982
Nau dos Corvos, Cabo Carvoeiro, Agosto de 1982
2 de Fevereiro de 2011