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sábado, 12 de junho de 2010

TransGerês, com os Caminheiros (2)
Jornada na Serra Amarela

O dia seguinte ao da travessia do Gerês, 12 de Julho de 2010, acordou mais limpo e soalheiro do que o anterior.  Tivéssemos  tido assim o dia  e teríamos  feito a travessia pela cumeada,  como  projectado.  Mas
Subida à Chã da Broca, Serra Amarela, 12.06.2010
ninguém blasfemou contra os deuses da meteorologia; a travessia tinha sido fabulosa! E dia 12 ... era o dia da Serra Amarela. Pouco depois das nove da manhã, estávamos de novo na Portela do Homem, prontos para a partida. E a partida era ... pela subida directa à Chã da Broca, como eu a havia feito na prospecção de Maio ... quase a corta-mato ... quase de gatas...J!
O Pé de Cabril, visto da Chã da Broca, 12.06.2010
Mas, uma vez chegados ao topo, as panorâmicas eram francamente compensadoras!
Pelo lado galego e à vista da Serra de Santa Eufémia, subimos à Cruz do Touro (1232m alt.), para depois descer as moles graníticas do Entre Esteiros e das Ruivas, até ao Ramisquedo.

Subida à Cruz do Touro, Serra Amarela, 12.06.2010
Cruz do Touro, com a Louriça ao fundo, 12.06.2010

Este troço, sempre sobre o vale e a mata do Cabril, jubjuga pela imponência dos grandes maciços graníticos, pela sensação de pequenez e fragilidade que se apodera de nós. Por iniciativa de um dos meus companheiros de jornada, fizemos na encosta das Ruivas um minuto de silêncio, para escutar e respeitar a grandiosidade da envolvência em que nos encontrávamos. Mal sabíamos nós que estávamos a executar ... como que um requiem premonitório da tragédia que, dois meses depois, se abateria sobre a Serra Amarela...
Dos Entre Esteiros para as Ruivas, Serra Amarela, 12.06.2010
Um louvor à Natureza nas Ruivas, 12.06.2010
Ramisquedo, com a Louriça ao fundo, Serra Amarela, 12.06.2010
Não estamos sós...    Serra Amarela, 12.06.2010
Vale do Azevinheiro, Serra Amarela, 12.06.2010
O Ramisquedo, aos pés da Louriça, assinalou o ponto de regresso à Portela do Homem. Tal como na minha caminhada solitária de Maio, regressámos pelo Azevinheiro, a sul da Cruz do Touro. E, também tal como naquela, parte do regresso foi comum, descendo depois o estradão do Calvo até à Portela do Homem, com as espectaculares panorâmicas sobre a albufeira de Vilarinho das Furnas, a sudoeste, e o vale do Alto Homem, a leste ... de onde havíamos vindo na véspera.
E estamos de regresso...    12.06.2010
Albufeira de Vilarinho das Furnas, da Serra Amarela, 12.06.2010
Estradão do Calvo, Serra Amarela, 12.06.2010
O vale do Alto Homem, visto do Calvo, Serra Amarela, 12.06.2010
E a "aventura" da travessia do Gerês e da Serra Amarela estava no fim. Na Serra Amarela, tínhamos feito apenas 14 km, num percurso mais curto mas muito semelhante ao da minha prospecção de Maio. Nos dois dias desta actividade extra ... cerca de 40 km de Serra ... mas fundamentalmente dois maravilhosos dias de comunhão com a Natureza, com a profundidade, a força e a monumentalidade ... do "meu" Gerês!

Pode ver o álbum completo da travessia da Serra Amarela neste link ... e o vídeo no Youtube:


9/09/2011

sexta-feira, 11 de junho de 2010

TransGerês, com os Caminheiros (1)
Pitões das Júnias - Portela do Homem

O mês de Junho de 2010 foi de intensa actividade, com os Caminheiros Gaspar Correia. Para além da habitual caminhada mensal  -  que seria na Serra de Montemuro,  no fim de semana de 19 e 20  -  há  muito
Pitões das Júnias, "Casa do Preto", 11.06.2010
Com as amigas de há tantos anos, as Sr.as Marias
que eu idealizara também levar um grupo restrito, em actividade extra ... para uma travessia Pitões das Júnias - Portela do Homem, pelos Carris!
No calendário de 2010, essa travessia tinha ficado agendada para o fim de semana grande do 10 de Junho. Foi para ela que em Maio tinha feito a prospecção na Serra Amarela, que complementa-ria esta actividade TransGerês.
E assim, na tarde do dia 10 de Junho, com mais 26 caminheiros "aventureiros"  (incluindo  a  minha
"sócia" caminheira), estávamos na aldeia "mágica" de Pitões das Júnias. O tempo ... esse é que desta vez não parecia estar do nosso lado. A previsão era de muitas núvens, alguma chuva ou aguaceiros, que aliás pelo caminho se concretizaram. A nossa travessia estava deveras condicionada.
Carvalhal do Teixo, início da travessia, 11.06.2010
De qualquer modo, pouco depois de chegarmos, fomos fazer o "aquecimento" para a travessia, descendo ao velho Mosteiro das Júnias e à cascata de Pitões. Escusado será dizer que o alojamento  e o jantar ... foram na habitual "Casa do Preto", com as minhas amigas de há tantos anos, as Sr.as Marias.
Dia 11 de manhã ... havia que decidir. O tempo estava feio: alguma chuva miudinha, núvens baixas; a previsão apontava para alguma melhoria ... mas pouca. A travessia pela cumeada não era de todo aconselhável. Mas, face às previsões meteorológicas ... eu tinha estudado um Plano B...: talvez pudéssemos fazer a travessia a meia encosta, pela Capela do S. João da Fraga e junto aos Cornos de Candela. Só que ... nunca havia feito esse percurso ... e tinha 26 pessoas para levar.
A minha confiança nas cartas e no GPS era contudo total, sabia que não nos perderíamos ... mas evidentemente que as condições foram expostas aos meus parceiros ... que entenderam confiar totalmente naquela minha certeza. E, felizmente ... pelas 6 e meia da tarde estávamos todos na Portela do Homem!
Subida à Capela de S. João da Fraga, 11.06.2010
Na Capela de S. João da Fraga, 11.06.2010
Apesar das condições do tempo, esta travessia do Gerês acabaria por ser fabulosa. Começando com chuva miudinha, embrenhámo-nos no carvalhal que desce (e bem...) aos ribeiros da Aveleira e do Beredo, para depois subirmos ao morro do S. João da Fraga. Passámos perto da velha e perdida aldeia do Júriz, mas a dimensão da jornada e as condições atmosféricas aconselhavam a não fazer desvios. E subir ao S. João da Fraga é qualquer coisa de espectacular ... até porque os deuses nos começaram a dar algumas abertas. Com Pitões no horizonte, toda a encosta sul do Gerês está aos nossos pés, da barragem de Paradela às Lagoas do Marinho.
Depois, a jornada transformou-se numa travessia propriamente dita ... a travessia das múltiplas ribeiras e corgas a atravessar, o sobe e desce dos respectivos vales, a envolvência espectacular da Natureza agreste, a sensação de "perdidos" naqueles "meus" montes e vales mágicos! Passámos a sul dos Cornos de Candela, cruzámos as Lamas do Compadre e a Biduiça ... e cruzada a Ribeira das Negras já estava em terreno conhecido! Daí para a frente, era subir à Lamalonga e, eventualmente, aos Carris.
Progressão para poente, ao longo da Serra do Gerês, 11.06.2010
A travessia das muitas corgas e ribeiras foi uma constante, 11.06.2010
Mas subir aos Carris naquelas condições atmosféricas não traria mais valias significativas à travessia, até porque entretanto as abertas regrediram e a chuva passou a mais ou menos contínua. Optei portanto por cruzar a Lamalonga no sentido leste - oeste, cruzando a cabeceira da Barroca de Trás da Pala, em direcção aos currais das Abrótegas. Antes das três da tarde ... estávamos no estradão dos Carris!
Subida para as Abrótegas, 11.06.2010
O vale do Alto Homem. Uma só palavra: espectacular!   11.06.2010
Dado que em 2008 subi aos Carris vindo de Lapela, esta foi a segunda vez que fiz o estradão dos Carris ... 21 anos depois de o ter descido, com alunos, em 1989! A descida do vale do Alto Homem é qualquer coisa de espectacular, mesmo num dia grandemente enevoado como aquele.  Mas o estradão  ...  ficou baptizado
como "o quebra molas" pela maioria dos companheiros que fizeram esta travessia comigo. Efectivamente, custa a acreditar que por ali já passaram veículos, ligeiros e pesados, durante as décadas em que as Minas dos Carris estavam em pleno labor. Em Junho de 2010, a maior parte do "estradão" era um mar de calhaus soltos, na reduzida largura de um carreiro em que a vegetação se encarregou, nas últimas décadas, de ocupar a restante largura.
E findo o estradão, na Ponte de S. Miguel ... o mini-autocarro esperava-nos. Tínhamos percorrido 26 km de serra, não pelo percurso previsto, sempre com um dia muito cinzento e chuvoso ... mas todos estávamos felizes pela belíssima caminhada que tínhamos acabado de fazer. No dia seguinte ... seria a vez da Serra Amarela! A pernoita foi no Xurés galego, em Lobios ... no Hotel Lusitano.

Pode ver o álbum completo da travessia do Gerês neste link ... e o vídeo no Youtube:

8/09/2011

sábado, 28 de abril de 2001

Novas visitas a Doñana ... e ao Gerês!

No início do século XXI e do 3º milénio, as actividades de campo com alunos continuavam. Tendo optado por não renovar a orientação de estágios, tanto eu como a minha "colega" e companheira de vida tínhamos turmas de 10º ano, com um grupo de alunos mais uma vez prometedores para as "aventuras" já tradicionais na Escola Secundária de Sacavém. Eu tinha também os alunos do 11º ano que, no ano anterior, tinham ido ao Gerês. Os planos não foram portanto difíceis de delinear: estes últimos foram conhecer Doñana … e os do 10º ano foram conhecer as "terras mágicas" do Gerês...J
É assim que, de 8 a 10 de Março de 2001, o Parque Nacional de Doñana recebe mais um grupo de alunos. Nós dois e duas colegas novas na escola, acompanhamo-los ao longo desses três dias. Como habitualmente, o Camping Rocío Playa, em Matalascañas, foi o local de pernoita, desta vez nos bungalows, mas também o local das muitas brincadeiras e até, embora numa época do ano pouco propícia, dos banhos de mar.
O percurso pelo coração de Doñana, nos grandes jeeps da Cooperativa Marismas del Rocío, constituiu mais uma vez o principal motivo da visita, com um dos melhores motoristas/guias que já ali conheci. Mas fizemos igualmente os percursos pedestres de El Acebuche e de La Rocina, onde as aves aquáticas dominam as atenções.
No regresso, dia 10, entrámos por Vila Real de Santo António – onde ainda houve um "baile" de rua...J – e até a viagem para Lisboa foi bem animada, com excelentes "exibições" musicais e de dança, no autocarro … como se pode ver no vídeo...J!

Pouco mais de um mês depois, o 25 de Abril seria comemorado e cantado a caminho do Gerês, pelos alunos do 10º ano que, comigo e a minha "sócia", participaram no habitual programa de 4 dias naquelas terras de encanto. Tourém, o relógio de Sol, a fonte das solteiras,   o forno  comunitário.  Depois  … Pitões
Pitões das Júnias, 26.04.2001
das Júnias, o velho mosteiro perdido no vale do Campesinho, a cascata, a serra agreste e imponente como pano de fundo. E, claro … a “velha” Casa do Preto, a hospitalidade das Sr.as Marias, os sabores e os saberes transmitidos.
Descendo o Cávado, ao fim da tarde do dia 26 estávamos no Vidoeiro. As camaratas tinham sofrido algumas obras de restauro e melhoramento, recebendo o grupo nas duas noites seguintes. Num mês de Abril bastante ameno e soalheiro, esta terá sido a visita ao Gerês com maior número de banhos e de banhistas...J! Nas piscinas naturais do Rio Homem, na Cascata do Arado, nas piscinas sobre esta última, a caminho já do vale da Teixeira … que eu próprio só conheceria uns anos mais tarde. A tradicional subida a pé da geira romana, de Vilarinho da Furna à Portela do Homem, o não menos tradicional transporte do Parque Nacional para a Pedra Bela e Arado,
tudo terá ficado gravado nas memórias daqueles jovens … bem como a igualmente tradicional última noite, de brincadeiras, jogos, passatempos … e "levitação"...J
No último dia, o Parque Biológico de Gaia constituiu mais uma vez a quebra da monotonia da viagem de regresso a casa. Mas quis o destino que estas tivessem sido … as últimas vezes que levei alunos a Doñana e às "terras mágicas" do Gerês. Ao longo de 20 anos, tinham sido 12 "aventuras" no Gerês, que ficaram na história da Escola Secundária de Sacavém … e segura-mente na história e nas memórias de quantos nelas participaram.
 
18 de Maio de 2011

terça-feira, 27 de fevereiro de 2001

3º milénio! Por terras do Larouco ... e do Gerês

O relógio do tempo não pára! E, às 0h:00 do dia 1 de Janeiro de 2001 ... o mundo entrou no século XXI e no 3º milénio! Eu tinha vivido 47 anos e uns meses no século XX. Eu próprio me aproximava a passos largos do meio século...! Muitas fragas tinham ficado para trás ... mas eu queria e quero continuar a trilhá-las.
E as primeiras fragas do século XXI, os primeiros instantâneos de ar livre do 3º milénio, foram vividos "pela mão" da nossa então autocaravana, durante 4 dias de um Fevereiro frio e nevoso, por terras do Larouco ...
Livre como o vento ... Serra do Larouco, 25.02.2001
e do meu amado Gerês. Estes 4 dias tiveram também a particularidade da companhia do nosso herdeiro mais velho ... saudoso da companhia dos "papás" em "aventuras" de ar livre.
Assim, por Vila Real e Chaves, chegámos à raia transmontana, a Soutelinho da Raia e à mítica e mística Vilar de Perdizes. Pena é que não tenha sido em altura do célebre congresso de medicina popular. Depois, subimos aos 1525 metros da Serra do Larouco ... onde assistimos ao "baile" nos ares de vários praticantes de parapente. Ainda um dia gostava de voar assim, de preferência até em asa delta, livre como o vento, livre como as aves, vigiando das alturas as serras e os vales, os bosques e os rios a que pertenço!
Do Larouco descemos a Montalegre ... e rumámos ao Gerês! Desta vez não fomos a Pitões, fui e fomos conhecer pela primeira vez as aldeias serranas do sul do Gerês, Cela, Lapela, Cabril. Em Lapela, a velha "Casa Cabrilho" recorda-nos aquele nosso navegador e explorador do século XVI; 7 anos depois, em 2008, Lapela viria a ser a base para mais "aventuras" no Gerês "profundo", com os filhos, sozinho ... e nessa altura até já com os netos...
Descendo o Larouco, 25.02.2001
Lapela, Casa Cabrilho, 25.02.2001
Por Salamonde, Caniçada e Covide, chegámos ao Parque de Campismo da Cerdeira ... onde no dia 27 de Fevereiro acordámos com a neve a cair copiosamente. Sobre a barragem de Vilarinho da Furna, a Serra Amarela estava pintada de branco! Mas a então recente estrada de Brufe estava desimpedida. Conhecer Brufe e toda a imponência da encosta da serra foram mais uma vez, como tantos outros ... momentos de êxtase. No século XVIII, a população de Brufe estava isenta de fornecer soldados, palha e éguas, por estar encarregada de defender precisamente a área fronteiriça da Serra Amarela, protegendo a fronteira de qualquer ataque castelhano ... e pagando do próprio bolso a pólvora, balas e outros utensílios bélicos!
A Serra Amarela pintada de branco, 27.02.2001
Brufe, 27.02.2001
Por Germil,  chegámos ao vale do Lima,  e  daí subimos ao Mezio ...  lugar do histórico  acampamento  com
Sobre a barragem do Lindoso, 27.02.2001
alunos, no já longínquo ano de 1989! Claro que o Soajo e o Lindoso também foram pontos obrigatórios desta "peregrinação". E depois ... entrámos na Galiza, para subir, por Lobios, à fronteira da Portela do Homem.
Estrada Lindoso - Lobios, 27.02.2001
9 anos depois almoçaria aqui ... a pé e de mochila às costas
A descida para o Gerês foi debaixo de intenso nevão ... felizmente a tempo de a estrada permitir a passagem em condições de segurança. E ... acabava mais um périplo por terras nortenhas e do "meu" Gerês, de onde regressámos em viagem nocturna, naquele dia 27 de Fevereiro de 2001.
Estrada Portela do Homem - Gerês, 27.02

Pouco mais de 15 dias depois, a autocaravana estaria de novo em acção, mas apenas para um fim de semana no Porto, no velho parque da Prelada, com a "equipa" de amigos ... a que já chamávamos o "grupo dos seis"...! E em Abril voávamos para o Luxemburgo, numa jornada familiar mas que também incluiu momentos de ar livre e de Natureza. As margens vinhateiras do Mosela foram uns deles.
 
12 de Maio de 2011

sexta-feira, 28 de abril de 2000

E ... mais um regresso ao Gerês!

Regressado havia pouco mais de uma semana das terras mágicas de Somiedo, a 25 de Abril de 2000 parto ... para as terras mágicas do Gerês! Aos valles del oso e a Somiedo, tinha ido com os meus alunos do 11º ano e com turmas de Humanísticas. Mas eu estava de novo a orientar um núcleo de estágio, cujas turmas de 10º ano ... também precisavam de actividades de campo! Com apenas 3 professores - este "carola", a sua colega e companheira e uma das duas estagiárias - 40 alunos viveram portanto os habituais 4 dias no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
No primeiro dia, o destino habitual: Pitões das Júnias. Tal como Miguel Torga ...

"Gosto de rever certas paisagens, ainda mais do que reler certos livros. São belas como eles e nunca envelhecem. O tempo não degrada a linguagem que as exprime. Pelo contrário. Enriquece-a, até, num esforço de perfeição constante que, embora involuntário, parece intencional. (...)
E eu olho, olho, e não me canso de admirar uma placidez assim permanentemente movimentada (...)."
(Miguel Torga, Gerês, 3 de Agosto de 1959, Diário VIII)
Mais  uma  visita a  Tourém,  portanto,  à  sua fonte  das
Pitões das Júnias, sempre Pitões...   26.04.2000
solteiras, ao forno do povo, ao "alcatrão" cada vez menos derretido das ruas. Depois Pitões, a velha "Casa do Preto", as Sr.as Marias ... e a magia da serra. No dia seguinte de manhã lá fomos ao Mosteiro e à cascata, regressando a tempo de um saboroso almoço e de uma tarde a caminho do Gerês ... e da velha camarata do Vidoeiro, palco mais uma vez de brincadeiras e convívio.
E o programa do dia 27 também não foi diferente: o cenário de Vilarinho da Furna e do Rio Homem, a geira romana, a explicação dos marcos miliários, da orientação no campo, o viver os sons e os silêncios, o respirar daquela Natureza agreste.

Regresso às terras mágicas do Gerês, versão ano 2000
A Portela do Homem e as piscinas naturais ficaram gravadas em mais umas dezenas de olhos jovens, que a seguir desceram ao Vidoeiro, na carrinha do Parque Nacional, para subir à Pedra Bela, à Cascata do Arado, à aldeia de Ermida. Era a 11ª vez que levava alunos ao Gerês!...
Rio Homem, albufeira de Vilarinho da Furna, 27.04.2000
No Xurés galego, Portela do Homem, 27.04.2000
4º e último dia, 28 de Abril. Como em muitas das últimas visitas ao Gerês, o regresso incluiu o almoço e uma visita ao Parque Biológico de Gaia. E ao fim da tarde estávamos em Sacavém, com mais histórias para contar. Com esta visita ao Gerês, muitos destes alunos iniciaram aqui um ciclo que, nos anos seguintes, os levaria à Cordilheira Cantábrica e à Madeira ... mas antes ainda voltaria aos Açores com o grupo que tinha ido a Somiedo e aos valles del oso...
2 de Maio de 2011

sábado, 14 de março de 1998

Da Arrábida ao Gerês ... passando pela Serra da Estrela

Monte Gordo, 20.09.1997
Depois da "descoberta" de Somiedo, no Outono e Inverno de 1997/1998 sucederam-se pequenos passeios na autocaravana, intervalados por actividades de campo com alunos. Em 20 e 21 de Setembro passámos um fim de semana em Monte Gordo, pouco mais de um mês depois em Alpiarça.
Com duas turmas de novos alunos do 10º ano, num cinzento e chuvoso dia 17 de Novembro levo-os à Arriba Fóssil da Costa da Caparica e ao Parque Natural da Arrábida. Seria o treino para, 4 meses depois, levar esses mesmos alunos ... ao Alvão e ao Gerês. Estava a nascer mais um grupo, entre tantos, a ficar para sempre na memória, nas memórias de uma escola vivida muito para além da escola, mais um grupo a viver, durante os 3 anos do secundário, as "aventuras" e os muitos momentos de convívio e camaradagem que lhes proporcionámos.
Lagoa de Albufeira, 17.11.1997
Cabo Espichel, 17.11.1997
Vale do Zêzere,
Serra da Estrela, 22.02.1998
No Carnaval de 1998, a caravana leva-nos a uma volta pela Serra da Estrela, com passagem pela Sortelha. O vale glaciar do Zêzere, as aldeias serranas de Melo e Linhares da Beira e a vetusta  cidade  da
Camping Quinta das Cegonhas, Melo, 22.02.1998
Quando se atropela um carro... (24.02.1998)
Guarda recebem-nos por 4 dias. E na Guarda ... vejo o meu júnior entrar pelo pára-brisas de um carro, ao atravessar uma rua! Felizmente sem consequências de maior.

A 11 de Março de 1998 parto com os alunos do 10º ano para o Alvão e Gerês. O programa não foi muito diferente do que havíamos feito quatro anos antes, mas os alunos eram outros, claro,  e  outros  olhos  têm
Na ruralidade de Lamas de Olo, 11.03.1998
sempre novas visões, novas percepções, novos testemunhos de novas vivências. O rio Olo, as Fisgas de Ermelo, o caos granítico de Muas, a aldeia de Lamas de Olo, perdida no tempo, levaram estes alunos, a sua professora de inglês e o de Química, estreantes como eles nestas andanças, a um outro mundo, completamente desconhecido da maioria.
À noite, na Pousada de Juventude de Vila Real, houve lugar à música, à camaradagem entre todos, à alegria de viver e de conviver.
Erguer a voz e cantar
Pousada de Juventude de Vila Real, 11.03.98
No dia seguinte partíamos para norte, rumo às terras do Barroso e do Gerês. O velho Mosteiro de Pitões, a cascata e, claro ... a Srª Maria! Mas desta vez não dormimos lá, a "Casa do Preto" serviu apenas o almoço do grupo ... e que almoço! À tarde seria a visita a Tourém, para depois descermos o curso do Cávado ... e chegar à Pousada de Juventude de Vilarinho das Furnas já ao pôr-do-Sol. Mas na Pousada de Juventude ... havia uma discoteca à espera...J!
13 de Março, dia dedicado ao Gerês. Saímos a pé da Pousada de Juventude, atravessamos S. João do Campo, abeiramo-nos do rio Homem. A albufeira está cheia, não se vê a aldeia submersa. Subimos a velha geira romana, chegamos à Mata de Albergaria e à Portela do Homem. Aí, espera-nos como habitualmente o transporte do Parque Nacional, desta vez o "cómodo", a carrinha fechada, para nos levar à Pedra Bela e à Cascata do Arado ... e a um "brinde" extra, a aldeia de Ermida. Mais uma vivência rural de montanha, onde inclusivamente se testemunhou o quão cedo na vida começa a labuta dos campos, como se pode ver no segundo vídeo que acompanha este texto.
Parque Natural do Alvão, 11.03.1998
Parque Nacional da Peneda-Gerês, 12 e 13.03.1998
 
No último dia, de regresso à cidade, visitámos ainda pela segunda vez o Parque Biológico de Gaia, onde este prometedor grupo de alunos terminaria as suas "aventuras" ... deixando-nos testemunhos como estes:

“Cada passo, cada árvore, cada flor, eram novidade para mim”
Sónia Cordeiro

“Senti uma calma interior como nunca sentira antes; toda aquela força inofensiva, a beleza virgem mas mutável das terras altas, o respeito do Homem pela Natureza, fizeram-me pensar que talvez exista uma esperança, um caminho para tudo. O contacto com a Natureza fazia-­me sentir cada vez mais pequena em relação à sua grandiosidade."
Ana Pepe
“Muito obrigado por nos ter dado a conhecer aquele outro lado da vida, com o desejo de regressar e encontrar novos mundos"
Sandra Nunes
“Ao estarmos em contacto directo com a Natureza, aprendemos a respeitá­-la e a admirá­-la. Também acho importante a realização deste tipo de visitas, para que valores como a solidariedade, o companheirismo e a amizade possam transparecer."
Ana Isabel Barão
“Que estrondo! Que será isto?! Um terramoto? Um furacão? Gente não é certamente e a chuva não bate assim. Fomos ver. Ups, era o nosso naturalista a bater à porta! Rapidamente (que remédio) tivemos que nos arranjar, para mais um passeio ao ar livre...J!"
Ana, Brigite, Susana e Vanessa

17 de Abril de 2011

domingo, 10 de novembro de 1996

Mais uma "aventura" no Gerês...

No dia 6 de Novembro de 1996, com as turmas do 8º ano iniciadas no ano anterior na Tapada de Mafra e Serra d'Aire, parto para mais uma romagem às minhas terras "sagradas" do Gerês; 32 jovens alunos, 3 professores. Primeiro destino ... Pitões das Júnias! Agora há quase 3 anos que as Sr.as Marias não nos recebiam...! Mas antes, em Tourém, a fonte das solteiras, o forno, o relógio de Sol, e, claro ... o "alcatrão derretido", tinham de ser motivo da curiosidade daqueles jovens e das explicações "científicas" dos profs.
Em Pitões das Júnias,  os quartos da Sr.a Maria voltaram a  levar aos 3 e aos 4 rapazes ou  raparigas  em
Tourém e Pitões das Júnias, 6 e 7.11.1996
cada. E, no dia seguinte de manhã, o esplendor da serra chamava-nos para mais uma descida ao velho Mosteiro e à ainda mais velha cascata de Pitões. Algum nevoeiro, mas que rapidamente se dissipou ... mostrando-nos mais uma vez o palco e o cenário natural por onde 7 anos antes tínhamos feito a travessia da serra. Para onde é o Norte? Surgiram respostas em quase todas as direcções...! Mas a posição do Sol, a cobertura de líquenes e musgos, nas rochas e nos troncos das árvores, ditou a verdadeira direcção. Estavam transmitidas algumas bases de orientação no campo.
À tarde, a viagem para o Gerês foi sonolenta. Nem toda a gente tinha dormido a noite inteira anterior... A camarata do Vidoeiro ia-nos mais uma vez receber para as duas noites seguintes.
Dia 8.  Pelo  S. Bento da Porta Aberta  dirigimo-nos a  Covide e a  Vilarinho da Furna.  Em  ano  de  pouca
Na Cascata do Arado, 8.11.1996
E na Pedra Bela, 8.11.1996
chuva, a barragem estava bem em baixo ... deixando bem à vista a aldeia perdida nas águas. Como habitual-mente, fizemos o percurso da geira romana, subindo o curso do rio Homem. As cores outonais estavam no seu máximo esplendor! E as águas do Homem não estavam suficientemente frias para impedir uns banhos, nas piscinas junto à ponte de S. Miguel...
Depois da também habitual visita à vertente galega, na Portela do Homem, esperava-nos o não menos habitual transporte do Parque Nacional ... de carga. Para além da maravilha dos elementos naturais, a Cascata do Arado proporcionou igualmente um banho improvisado nas águas cristalinas. E, na Pedra Bela, ao "desespero" da perda de um pelos vistos bem amado boné ... seguiu-se a alegria de saber que alguém o tinha recuperado...J.
Geira romana e Gerês, 8 e 9.11.1996
A um jantar na vila do Gerês, seguiu-se ... um momento muito pedido e prometido: uma horita de discoteca, na vila. Depois, subindo a pé para o Vidoeiro, a temperatura amena e uma tradicional fogueira alimentaram uma "directa", também prometida para a última noite ... caso tudo corresse bem ao longo destes 4 dias ... e como felizmente sempre correu...J!
Os sonos foram postos em dia no regresso, no dia seguinte.
1 de Abril de 2011

domingo, 26 de março de 1995

Estreia autocaravanística ... de Milfontes ao Gerês!

O último trimestre de 94 foi assinalado ... por uma estreia autocaravanística! Depois da experiência com a "pão-de-forma" adaptada para campismo, 10 anos antes ... o "bichinho" tinha cá ficado ... e comprámos uma autocaravana nova, uma Riviera 4! Paralelamente às actividades com alunos, durante os 9 anos seguintes a autocaravana passou a ser uma das "bases" da minha ligação à Natureza.
Milfontes, Estreia da Riviera, 29.10.1994
Em Serpa, 26.11.1994
E em Tomar, na caravana, 8.12.1994
 
"À sombra" do Castelo de Almourol, 10.12.1994
A estreia foi em Vila Nova de Milfontes, no último fim de semana de Outubro, na companhia dos dois casais com quem deambulávamos mais frequentemente ... um dos quais tinha igualmente comprado uma autocaravana nesse verão! Depois, no fim de Novembro, novo "acampamento", desta vez em Serpa ... com os tios que igualmente tinham uma autocaravana. Para terminar o ano, "acampámos" em Tomar, no fim de semana ... dos 21 anos de casados...J.
E 1995 começava também com uma "aventura" autocaravanística: a 8 de Janeiro, depois de um fim de semana em Monte Gordo ... a aventura de fazer voar a janela frontal ... quando o júnior a resolveu abrir em andamento...L!

Chegamos ao Carnaval de 1995. Que tal uns dias pelo Gerês ... os dois casais autocaravanísticos? O "projecto" foi rapidamente aprovado ... e a 24 de Fevereiro a Riviera e a Pilote estavam a partir rumo ao Gerês. Com uma primeira noite em Braga e a segunda no Parque da Cerdeira (então com pouco mais de 2 anos e meio de funcionamento), iria ser ... um Carnaval na neve! Efectivamente, neste final de Fevereiro a Serra Amarela e a do Gerês cobriram-se de branco. A neve começou a cair estávamos  ainda  na  Cerdeira,
de onde subimos à Portela do Homem ... onde o nevão chegou em força. O vento trazia a neve dos lados do vale do Alto Homem, num espectáculo de rara beleza, deixando prever como estariam as alturas dos Carris e da Nevosa. Como o "bichinho" dos filmes continuava (e continua, até aos dias de hoje) ... o nevão foi registado em vídeo...J.
Receando que a estrada da Portela do Homem acabasse por encerrar, descemos às Caldas do Gerês, onde "acampámos" as autocaravanas em plena vila. E como estaria Pitões das Júnias? Seria seguro lá chegar? Bem, se as estradas estivessem intransitáveis, a única consequência seria regressar. Por isso ... lá fomos ... e não nos arrependemos!
Pitões das Júnias, a "aldeia mágica" pintada de branco, 27.02.1995
A minha paixão pelo Gerês e por Pitões não a conhecia ainda com aquela dimensão de neve. As estradas estavam limpas ... mas tudo em redor era branco. Os Cornos das Alturas, toda aquela "minha" serra, a cumeada que tinha percorrido com os alunos 6 anos antes, os campos em redor da aldeia, tudo estava pintado de branco. Mas ... o Mosteiro de Pitões chamava por nós! E lá descemos ao vale do Campesinho. Junto àquelas paredes seculares, sentimo-nos recuar quase 5 séculos no tempo ... até àquele dia 2 de Fevereiro de 1501, em que Frei Gonçalo Coelho, Abade do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, encontra a morte por enregelamento, depois de surpreendido pela noite, neve e frio intenso, junto à Fonte Fria, entre a aldeia galega de A Cela e Pitões.
Mas, regressando ao nosso século ... as Sr.as Marias serviram-nos mais uma vez um esplêndido e retemperador almoço. E à tarde ainda fomos a Tourém, passando depois a barragem de Salas e reentrando por Montalegre, através das terras do antigo Couto Misto. A jornada iria acabar em Guimarães ... porque no dia seguinte tínhamos de regressar.

Um mês depois desta "aventura", de 24 a 26 de Março, passávamos mais um fim de semana autocaravanístico no Parque do Guincho, também com uma pequena volta pela Serra de Sintra. A Riviera ... subiu à Peninha.
 
17 de Março de 2011

quinta-feira, 29 de agosto de 1991

Do Gerês à Costa Vicentina

Março de 1991. Nova "geração" de alunos tinha-se estreado, em Dezembro, nas "andanças" e "aventuras" do Clube "Amigos da Natureza", na Tapada de Mafra. Gente muito novinha, basicamente de sétimos e oitavos anos sem grandes "percalços" escolares, falar-lhes em 4 dias no Gerês ... era falar-lhes numa história em que dificilmente imaginavam poder participar! Mas, no dia 19 de Março, dia do pai, juntamente com a já habitual "equipa" de professores ... lá fizemos de pais e mães de mais um grupo "expedicionário" às terras do Gerês! Pela 6ª vez...!
Casa-abrigo do Vidoeiro, Gerês, 19 de Março de 1991
O circuito escolhido não podia ser muito diferente do já tantas vezes realizado com outros grupos. Mas desta vez começámos pela zona das Caldas do Gerês, alojando-nos, mais uma vez, nas camaratas do Vidoeiro, cujo salão foi, também mais uma vez, ponto de encontro de cantorias e de divertimentos.
A Barragem de Vilarinho da Furna, o percurso da geira romana, os marcos miliários, tudo fez as delícias dos muitos que pouco mais conheciam do que o perímetro casa-escola. O almoço foi nas piscinas naturais do rio Homem ... e até houve aventureiros que mergulharam naquelas águas geladas e verde-azuladas.
O autocarro do Parque Nacional foi-nos buscar à Portela do Homem. Contei-lhes a história de que anteriores grupos de alunos não tiveram transporte tão cómodo...J! Seguiu-se a Pedra Bela e a Cascata do Arado. A processionária do pinheiro chamou-lhes a atenção ... e deu o mote a uma "aula" sobre parasitas e infestantes.
E depois de um jantar na vila do Gerês, o serão foi à chama da fogueira no cruzamento do Vidoeiro. Por entre anedotas e cantigas ... aprende-se a localizar estrelas e constelações, fala-se da velocidade da luz, da viagem no tempo que é a simples contemplação do céu estrelado.
E o dia seguinte, 21 de Março, era Dia da Árvore. Mas, a caminho de Pitões das Júnias, o céu cinzento ameaçava chuva ... ou neve! Visitámos Tourém ... e no regresso ao Planalto da Mourela a neve começou a cair. Que festa para todos!
Almoçados na nossa boa amiga Srª Maria, as ruínas do Mosteiro de Pitões receberam o grupo ... debaixo de uma mistura de chuva e neve e de muito nevoeiro. O regresso foi assim antecipado, a deslocação à cascata tornava-se perigosa naquelas condições. E foi assim ao calor da lareira da "Casa do Preto" que passámos o fim de tarde e noite, ouvindo histórias perdidas no tempo, contando também àquela jovem gente a "aventura" da travessia da serra, feita dois anos antes com colegas deles. Mas o serão à lareira ainda proporcionou uma experiência de concentração e de "transmissão de energias", conduzida por uma aluna brasileira supostamente com essa capacidade. Outros, também artistas, deixaram o emblema dos "Amigos da Natureza" desenhado a canivete no madeiro da lareira da Srª Maria. O emblema perdurou ali durante largos anos, até à transformação da lareira e à substituição do madeiro. E no dia seguinte ... era o regresso.

Pouco mais de dois meses depois, a 28 de Maio de 1991, acompanhei uma actividade organizada pelo grupo de História da Escola, num passeio de bote fragateiro, no Tejo, seguido de visita aos moinhos de maré de Corroios e ao EcoMuseu do Seixal. Estando a componente natural e ecológica incluída ... eu tinha de estar lá...J! E dois dias depois estava a levar o Clube "Amigos da Natureza" para novas actividades. Pela primeira vez na Paisagem Protegida do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina,  percorremos  todo
Milfontes, 31.05.1991 - Emblema do Clube "Amigos da  Natureza"
o litoral, do Cabo de S. Vicente a Porto Covo. Na viagem para sul, dia 30 de Maio de 1991, subimos à Foia, ponto mais alto da Serra de Monchique e do Algarve, almoçando já em Sagres. No Cabo de S. Vicente, aliámos a natureza à história, na contemplação do mar impetuoso e na evocação dos Descobrimentos Marítimos.
Já quase verão, os primeiros banhos foram na praia da Arrifana e na Zambujeira do Mar, em cujo camping montámos as tendas para a primeira noite. Seguiu-se o Cabo Sardão e Vila Nova de Milfontes. O emblema do Clube tinha sido desenhado num grande pano branco que, entre estacas de madeira, se erguia orgulhoso na praia, identificando a nossa presença...J!
A segunda noite foi já em Porto Covo, frente à ilha do Pessegueiro. Assim, o dia seguinte (que viria a ser o último...) foi de caminhada até à vila, pelas falésias, e, também, na praia frente à ilha ... à qual ainda levei mais 4 "nadadores". Demos uma grande volta pela ilha, subimos à fortaleza ... mas não encontrámos o Pessegueiro na ilha...J!
Ao fim da tarde havia nuvens ameaçadoras. Vinha lá chuva. E o regresso seria no dia seguinte ... quase de certeza com as tendas encharcadas. Assim ... resolvemos levantar o acampamento e regressar antecipada-
mente ... com a promessa de que viriam todos passar a noite em minha casa...J! E assim foi. Já passava da uma da manhã quando os "Amigos da Natureza" "acamparam" na minha garagem e sala, espalhados por colchonetes, cobertores, etc...J! Foi uma noite memorável! Ouvimos música, vimos filmagens de "aventuras" anteriores ... e vimos o Sol nascer sobre o Tejo! A propósito de filmagens ... as nossas técnicas iam evoluindo, com novos equipamentos adquiridos pelo Clube de Audiovisuais, como ilustra o exemplo ao lado. As legendas e créditos finais (mesmo sobre as imagens do "acampamento" em minha casa...) já não precisavam de ser escritas em folhas de acetato...J!

O verão de 1991 foi marcado pelo desaparecimento de um meu carismático Tio, irmão de meu Pai, a quem muito estava ligado. São as fragas e pragas também da vida. Quanto às oscilações da minha companheira, uma estabilidade não duradoura, mas significativamente melhor que em 89, permitiu umas férias relativamente calmas, com um regresso a Valença do Minho e à casa dos amigos que nos haviam recebido naquele difícil verão. E no fim de Agosto ... Santa Cruz.

3 de Março de 2011