A 26 de Julho de 1999, partíamos para as nossas segundas férias a dois ... para o norte peninsular...J! Desta vez começámos pela Galiza. A Península do Morrazo, frente às ilhas Cíes, ocupou-nos os quatro
Cabo Home, Morrazo, 28.07.1999
primeiros dias, numa de mar e de céu, dos cortes e recortes daquela costa escarpada. Moaña, o Cabo Home, Hío, Aldán, são nomes que soam a liberdade, a uma Natureza ainda quase no seu estado mais puro ... antes do Prestige! Depois, rumámos a Lugo, Fonsagrada ... e entrámos nas Astúrias, por Grandas de Salime e pela Serra do Rañadoiro. Por Cangas de Narcea e pelo Puerto de Leitariegos, passámos por momentos ao norte de Leão, para reentrarmos nas Astúrias ... no Puerto de Somiedo! Descemos a Pola de Somiedo, subimos a Valle de Lago ... e o Camping Lagos
Camping "Lagos de Somiedo", Valle de Lago, 1.08.1999
de Somiedo esperava por nós. É verdade: dois anos depois, estávamos de novo no paraíso perdido de Somiedo, a minha 3ª "terra natal"! Desta vez ... nada nem ninguém me tiraria de lá...J!
Ao contrário do dia 5 de Agosto de 1997, o dia 1 de Agosto de 99 amanheceu esplendoroso! O Sol iluminava o vale onde estávamos, encaixado entre as encostas que dois anos antes nem sequer tínhamos visto. Os folhetos fornecidos pelo parque e as consultas numa internet ainda relativamente incipiente falavam-me das brañas vaqueiras, da Braña de Sousas, ali relativamente perto de Valle de Lago, dos Picos Albos ... e de tantos e tantos possíveis percursos a pé por aquelas montanhas, onde pareciam ecoar os acordes dos Llan de Cubel, aqueles que ainda hoje continuam a ser a minha referência na folk asturiana.
O dia 1 de Agosto foi assim o da descoberta do Lago del Valle, o maior lago glaciário da cordilheira cantábrica. Era a caminhada que teríamos feito dois anos antes ... e uma das muitas que viria a fazer nas terras mágicas de Somiedo. Saindo da aldeia pelo bairro de Auteiro, vamos ganhando altitude, subindo o vale do rio del lago. Surgem-nos os primeiros teitos. Os teitos são cabanas típicas do ocidente das Astúrias e noroeste leonês, construídas em pedra, com cobertura vegetal, normalmente de palha de centeio ou giesta. Os aglomerados de teitos caracterizam as brañas, ligadas à transumância entre as pastagens de altitude, para onde em Maio os vaqueiros subiam em busca dos frescos prados, regressando para passar o inverno nos campos e pastagens mais baixos. As brañas correspondem às nossas brandas e inverneiras, típicas por exemplo das Serras da Peneda e do Soajo.
À redescoberta de Somiedo, 31.07 e 1.08.1999
O percurso do Lago del Valle no Wikiloc / Google Earth, 1.08.99
Ao longo de um vale majestoso, caminhávamos em direcção aos Picos Albos e à parede por trás do Lago del Valle, que separa as Astúrias de Leão. O lago, que neste trajecto só se vê praticamente quando lá chegamos, situa-se a 1570 metros de altitude, rodeado dos altos picos que fecham aquele circo glaciar, ultrapassando os 2000 metros, a sul. Que melhor sítio para almoçarmos? A sensação de ter "conquistado" aquele lugar, que dois anos antes tinha estado perdido nas nuvens e chuvas, é indescritível. E as montanhas à volta chamavam-me para mais "aventuras", para palmilhar os trilhos que se percebiam possíveis. Mas ... os carros e caravanas ainda não têm telecomando para os teletransportar para outro lado. É uma das vantagens de fazer caminhadas em grupo: o autocarro vai-nos buscar a outro destino. Assim, descemos de novo o vale, de regresso a Valle de Lago e ao parque de campismo. A visão no sentido descendente é também extraordinária, com a aldeiazinha a perceber-se desde meio caminho, ao lado da Peña Furada, o grande bloco rochoso a sudoeste, furado de lado a lado por um grande "olho" natural. Menos de um ano depois ... estaria em Somiedo com alunos!
Mas Somiedo não acaba no Lago del Valle, muito pelo contrário. Dia 2 de Agosto, descemos a Pola de Somiedo e descemos o curso do rio Somiedo até à central de La Malva e a La Riera. Era a estrada que 2 anos antes havíamos feito em sentido contrário, quando pela primeira vez eu tinha sido tocado pela magia
Puerto de S. Lorenzo, 2.08.1999
de Somiedo. Agora, em mais um esplendoroso dia de Sol, as encostas e os montes pareciam rejubilar de vida. E em La Riera rumámos a leste, voltando a subir, desta vez para o Puerto de San Lorenzo ... e para as nuvens. O Puerto de San Lorenzo divide as comarcas de Somiedo e de Teverga e, com elas, separa as terras somedanas dos chamados Valles del Oso, por neles se encontrarem ainda alguns dos últimos ursos pardos cantábricos, se bem que do lado de Somiedo também, principalmente no vale do Pigueña.
Mas à medida que nos aproximávamos do Puerto de San Lorenzo ... os céus fechavam-se num imenso nevoeiro que não deixava ver nada. Somiedo tem os seus mistérios, os seus dias de glória, mas também os seus dias de misticismo, em que as nuvens escondem as montanhas, realimentando as águas que escorrem pelas encostas verdejantes. Dali, do Puerto de San Lorenzo, apenas víamos as placas indicadoras de um trilho ... e os primeiros metros dele. Uns anos mais tarde lá estaria ... para fazer o Cordal de La Mesa, o trilho naquela altura perdido nas nuvens.
Naranjo de Bulnes, visto do miradouro de Camarmeña, 3.08.1999
E assim descemos a Teverga, simpática vila no vale do rio Trubia, que descemos ao longo do desfiladeiro de Peñas Juntas e da Senda del Oso, velha linha mineira transformada em trilho pedestre e ciclista. Claro que logo nasceu a ideia de ali levar também alunos ... tanto mais que em Teverga tínhamos visto a existência de um Albergue. E em Proaza visitámos a Casa del Oso, exposição sobre o habitat do urso pardo e a sua história na cordilheira cantábrica. Depois ... do ocidente rumámos ao oriente das Astúrias: por Oviedo e Cangas de Onís, fomos passar dois dias ao "nosso" velho Camping "Naranjo de Bulnes", em Arenas de Cabrales. Basicamente de descanso, o primeiro desses 2 dias foi dedicado a uma curta caminhada à aldeia de Camarmeña e
Camping "Naranjo de Bulnes", 4.08.1999
ao miradouro do Naranjo de Bulnes, o mítico torreão rochoso, emblema dos Picos de Europa e do montanhismo, sobre a pequena aldeia de Bulnes e aos pés da já nossa conhecida Senda del Cares.
Continuando para leste, no dia 5 cruzámos a Sierra del Cuera, a norte de Arenas, para descermos depois o desfiladeiro de La Hermida, em direcção a Potes. Em tantas vezes que já atravessámos este desfiladeiro, ao longo do rio Deva, foi sempre ficando para trás uma caminhada mítica, que ainda um dia quero fazer: a Ruta de Tresviso, ligando a aldeia do mesmo nome, nos cumes próximos de Sotres, ao rio Deva e ao vale. E sendo o vale de Liébana também já nosso velho conhecido, o dia 6 foi igualmente de completo descanso, no camping das nossas "amigas" cunhadas, o velho "La Isla - Picos de Europa".
De Arenas de Cabrales a terras de Sobrescobio, 5 a 9.08.1999
Pelo Puerto de Piedrasluengas, passámos depois para terras palentinas e leonesas, contornando a Reserva de Fuentes Carrionas, por Cervera de Pisuerga e Guardo. Em Boca de Huérgano, próximo de Riaño ... estivemos um dia e meio "retidos" na caravana, no Camping "Alto Esla" ... à espera que a chuva parasse! E no dia 9 a chuva parou...J!
O percurso da Ruta del Alba no Wikiloc / Google Earth
Reentrámos nas Astúrias pelo Puerto de Tarna, atravessando o recém criado Parque Natural de Redes, ao longo do jovem rio Nalón. O destino eram agora as terras de Sobrescobio e a Ruta del Alba, mais uma das maravilhas naturais do paraíso natural
Ruta del Alba e Hoces del Rio Aller, 9.08.1999
de Astúrias. É o reino do verde e da água, 14 km a pé a partir da aldeia de Soto de Agues, um reino de magia e de encanto.
Por Pola de Laviana e Cabañaquinta, inflectimos de novo para sul, em direcção ao Puerto de San Isidro e a outra maravilha desta zona sul de Astúrias, as Hoces del Rio Aller. Embora sem percurso pedestre, atravessámos na caravana mais este paraíso verde, no limite mesmo entre Astúrias e Leão. Já em Leão, atravessámos a Reserva de Mampodre ... e despedimo-nos das montanhas cantábricas, neste glorioso ano de 1999.
O dia 11 de Agosto era especial: no camping da cidade de Leão, assistimos ao maior eclipse solar do século, na Europa. Pouco depois do meio dia ... o Sol escondeu-se e parecia que ia anoitecer! Mas as trevas afastaram-se e a luz voltou de novo...
Leão, 11.08.1999 - Quando do dia se fez noite
Lago de Sanabria, 12.08.1999
Estas férias contariam ainda, no regresso, com uma breve passagem pelo Lago de Sanabria, entrando em Portugal por Montesinho, e com um dia de descanso final no camping de Pomares, perto de Avô ... de onde regressámos a casa.
Em Março de 1989, com o Clube "Amigos da Natureza", tínhamos feito a maior "aventura" de sempre até aí. Aquela travessia do Gerês e aquele acampamento no Mezio ... foram históricos! Mas seguiram-se tempos difíceis; o destino lançaria nuvens negras sobre os 10 anos seguintes da minha vida. Tempos em que a companhia e o apoio dos Amigos foram, também, fundamentais. Por vias e formas diferentes, os alunos - tanto os meus como os da minha "colega" e companheira - estiveram, também eles, entre esses amigos.
15.06.1989 - Portalegre, do castelo
Com oscilações entre fases depressivas e fases de euforia extrema, mas os intervalos entre as crises tinham de permitir aqui e ali alguns escapes, algum contacto com a "minha" Natureza.
No impacto inicial, o verão de 1989 foi o mais difícil. Em Junho, a "Quinta
Quinta do Galo, Junho de 1989
do Galo", um monte de um casal amigo, próximo de Portalegre, foi o primeiro "retiro"; depois, em Agosto, foi Valença do Minho, com o apoio dos amigos da "aventura Sahariana", na casa que, em Dezembro de 1986 ... tínhamos ido de UMM ver as obras.
E, a partir de Valença ... voltámos às ilhas Cíes, aquele autêntico paraíso natural onde tínhamos estado 9 anos antes e onde, querendo ... quase podíamos estar longe dos problemas, no espaço e no tempo. Podia ser que as fragas abruptas da costa norte e o vento d'as Cíes * levassem as pragas más...
Praia de Moledo, com o Monte de Santa Tecla ao fundo, Agosto 1989
A caminho das ilhas Cíes, Agosto 1989
A abrupta costa norte das Cíes
Na praia da ilha principal, ilhas Cíes
Depois, a "velha" Santa Cruz foi também "retiro", no fim de férias. E em Setembro iniciei "sozinho" novo ano lectivo, já que a minha companheira só retomaria o serviço, sem mais interrupções ... 10 anos depois.
Mas ainda em 1989, a 16 de Dezembro, finalizando o primeiro período escolar, organizei uma visita à Arriba Fóssil da Costa da Caparica e ao Parque Natural da Arrábida, para os mais jovens elementos do Clube "Amigos da Natureza".
* - Alusão ao grupo de gaiteiros galego "Vento das Cíes" (anos 50) e à faixa do mesmo nome do álbum "Mayo Longo", de Carlos Núñez (2002)
A 31 de Março de 1983, saí da Escola Secundária de Sacavém, com os meus alunos do 9º ano, para uma actividade de 6 dias no Parque Nacional da Peneda-Gerês! Adultos ... apenas eu e uma das duas professoras que tinha participado na visita do ano anterior. Muitos dos alunos eram aliás os mesmos, agora no 9º ano; eles tomariam conta de nós...J!
Em 1975, quando da visita pela mão do Professor Almaça, tínhamos almoçado um dia em Pitões das Júnias. O almoço, o local, a casa rústica onde no-lo serviram, a simplicidade e afabilidade da simpática aldeã que geria a casa ... não me tinham saído da memória. Tinha de lá voltar ... tanto mais que a senhora
Pitões das Júnias, 31.03.1983
alugava quartos a quem visitava a aldeia e a serra! E é assim que conheço pela primeira vez a Sr.ª Maria e a sua "Casa do Preto" ... minha amiga em Pitões há quase 30 anos ... bem como a sua filha Maria ... e, mais tarde, a sua neta Sandra! E é assim que centenas de alunos meus passaram pela "Casa do Preto", ao longo de 20 anos, convivendo à sua lareira, adquirindo experiências e vivências inimagináveis para a maioria deles, para quem a aldeia, a serra, o gado, a lavoura, a vida dura ... só existiam quando muito num imaginário remoto. Ficavam por vezes 4 e 5 em cada quarto, porque mais quartos não havia. E que náuseas lhes davam quando descobriam que o "alcatrão derretido" de que eu lhes falara previamente ... eram as ruas cobertas do esterco das vacas! Rapidamente concluíam, no entanto ... que era bem melhor e mais saudável do que o cheiro ao Trancão dos anos 80...
A primeira "aventura" foi a descida ao Mosteiro e à cascata de Pitões. Mas também a visita a Tourém, perdida lá no fundo, entre o planalto da Mourela e a Barragem galega de Salas. E, naquele primeiro dia de Abril ... a nevar ... foi uma festa para quem quase não sabia o que era neve! Mas o relógio de Sol, o forno comunitário, a fonte das solteiras ... tudo era novo e deslumbramento para aqueles rapazes e raparigas que, comigo ... estavam a descobrir a vida. Não sei porquê ... mas não houve nenhuma rapariga do grupo que não bebesse água da fonte das solteiras; reza a tradição que, se não o fizesse ... nunca mais se casaria!
Mosteiro de Pitões, ou de Sta Maria das Júnias, 1.04.1983
No Mosteiro de Pitões, 1.04.1983
Cornos das alturas, vistos de Pitões, 1 de Abril de 1983
Estrada Pitões - Tourém, a nevar, 1 de Abril de 1983
Parte do grupo no Gerês, 2.04.1983
mais alguns...
De Pitões passámos ao Gerês, nos mesmos moldes do ano anterior: campismo no Vidoeiro e Pensão Baltazar. Dois dias, em que subimos a pé até à Pedra Bela e à cascata do Arado e, no segundo, à Junceda. Ao contrário de 1982, o tempo não estava convidativo a banhos; aliás à noite, no Vidoeiro ... quase se ouviam os dentes a bater...J! Mas nada que uma boa fogueira não aquecesse...
Pedra Bela, Gerês, 2 de Abril de 1983
Subida do Gerês à Junceda, 3 de Abril de 1983
Na Pedra Bela, 2 de Abril de 1983
Junceda, 3 de Abril de 1983
Perto da Junceda, 3 de Abril de 1983
Vigo: praia de Samil e ilhas Cíes, 4 de Abril de 1983
Esta segunda "romagem" escolar ao Gerês teve ainda um complemento galego, com uma pequena visita a Vigo ... e a contemplação das "mágicas" ilhas Cíes. E, no regresso ... já todos trazíamos ideias para próximas "aventuras", com este mesmo grupo de alunos.
Depois das viagens feitas com os pais, na adolescência, os anos 80 assinalariam o regresso às "aventuras" além-fronteiras. Em 1980 e 1982, percorremos toda a Galiza, Astúrias, Cantábria e País Basco; a magia das terras do norte peninsular começava a atrair-me!
Assim, a 6 de Agosto de 1980, partimos de Vale de Espinho para uma volta à Galiza. Este primeiro périplo revelar-nos-ia logo uma natureza bastante virgem; os vales dos rios Minho e Eo, por exemplo, mostravam-nos paisagens que pareciam saídas de contos de fadas ... ou das muitas figuras da mitologia celta.
O rio Minho próximo de Chantada, 7 de Agosto de 1980
Rio Eo, 7 de Agosto de 1980
Ribadeo, na "fronteira" Galiza / Astúrias, 7.08.1980
El Barquero, na costa norte da Galiza, 8 de Agosto de 1980
Mas se a zona montanhosa e os vales do interior galego nos mostraram essas belas paisagens, o litoral não lhe fica atrás. O mítico Fisterra, o fim da terra galega, era um local que há muito queria conhecer.
10.08.1980 - No "fim do mundo" ...
... Fisterra, o fim da terra galega!
Chegar a Santiago de Compostela é sempre uma sensação "mágica". A Praça do Obradoiro, naquele dia 10 de Agosto de 1980, rejubilava de gente ... e de música. Naquela altura ainda pouco desperto para a música folk ibérica, a magia que vinha de uma das muitas lojas perto da praça tocou-me logo fundo; viria a saber, mais tarde, que se tratava da "Fis terra", do então recém editado 2º álbum dos Milladoiro.
Vigo, praia de Samil: a magia das ilhas Cíes, 12.08.1980
Depois, descendo a "costa da morte", as Rías Baixas ofereciam-nos panorâmicas de excepcional beleza. Mas, sempre à procura do menos conhecido, do mais selvagem ... tínhamos de ir ao paraíso natural das ilhas Cíes, em frente de Vigo e Baiona. Mais tarde classificadas como Parque Nacional das Ilhas Atlânticas da Galiza, estas ilhas são um autêntico santuário de fauna e flora, destacando-se inúmeras espécies de aves marinhas, como o albatroz e o corvo marinho.
Este primeiro tour galego terminou num dos locais onde a cultura celta mais vestígios deixou: o Monte de Santa Tecla (ou Tecra), frente a Caminha e à foz do "nosso" Minho.
No paraíso natural das ilhas Cíes, 13 de Agosto de 1980
E a foz do Minho, do alto do Monte de Sta Tecla, 14.08.1980
Esta primeira xira pelas terras e pela Natureza galega desde logo me cativou. A própria língua, a música e as tradições galegas, rapidamente transformaram essas nossas terras gémeas em paixão ... alargada dois anos depois às restantes comunidades do norte da Península Ibérica. A Galiza e o norte de Portugal são pobos irmaus, porque...
No fondo da ialma
do noso pobo,
Santa Cruz, Agosto de 1980 - Adeus
Armando ... onde quer que estejas!
latexa a forza dun mundo novo.
Por eso queremos cantar...
E o fim de férias deste primeiro ano da década de 80 foi, de novo, em Santa Cruz, mais uma vez com os amigos do Arquivo de Identificação ... agora já todos com filhos...J!
Também com eles, em Janeiro de 1981 vivi a ruralidade de duas aldeias do concelho de Proença-a-Nova - Vale de Urso e Galisteu - de onde um dos casais era natural.
No ensino, em Novembro de 80 e em Fevereiro de 81 a Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais e a Comissão Nacional do Ambiente proporcionaram-me dois cursos de formação e actualização; velhos tempos...! Entretanto, tinha regressado à "minha" Escola Secundária de Sacavém, já como professor do quadro de efectivos. E, nesse longínquo ano de 1980/81, comecei a acompanhar uma turma que seguiria quase intacta do 7º ao 11º ano! Em 27 de Maio de 1981, mais uma visita ao Parque Natural da Arrábida assinalaria a primeira de muitas "aventuras" vividas com esses alunos.
27 de Maio de 1981, em visita de Estudo à Arrábida
Litoral da Arrábida, 27.05.1981
A Nauticampo de 1981 "ofereceu-nos" uma nova modalidade de desfrutar da Natureza: comprámos um atrelado-tenda. Estreado em Julho no Parque de Campismo do Guincho, as férias de 1981 foram nele; umas férias por terras alentejanas, Vale de Espinho, Serra da Estrela, Viseu, Aveiro e Santa Cruz. No parque de campismo do Fontelo, em Viseu, uma trovoada monumental ia sendo responsável ... pelo nascimento antecipado do nosso segundo filho ... que nasceria em Novembro...J!
Serra da Estrela, 12.08.1981 - Estrada Manteigas - Torre