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terça-feira, 2 de agosto de 1994

Por terras da Gardunha ... com regresso a Vale de Espinho!

Em Março do ano anterior, tínhamos almoçado na sempre simpática vila de Alpedrinha,  terra  adoptiva  de
Alpedrinha, 10.06.1994
um dos professores da "equipa" que levou os alunos à Serra da Estrela. Em Junho de 1994, aproveitando o feriado de dia 10, o homem da poesia e da literatura proporcionou ao resto da "equipa" 4 espectaculares dias em Alpedrinha e na Serra da Gardunha.
Na Serra da Gardunha, 10.06.94
Casa da floresta de Alcongosta
Éramos três casais e filhos, instalados na vetusta casa de pedra da família Boavida,  no  centro  da  vetusta vila de Alpedrinha. A piscina, a velha vinha, e, claro, a Serra da Gardunha, preencheram o feriado. Pelo Fundão e Alcongosta, subimos de carro à casa florestal e à Penha; não os consegui cativar para uma jornada pedestre...L.
No sábado, o destino foram as terras de Idanha, bem como o "pog" de Monsanto; e no domingo, 12 de Junho, tinha de ser o regresso.
Nas muralhas de Monsanto, 11.06.1994
"Ressuscitarei dos mortos"...J
Palácio do Picadeiro, Alpedrinha, 12.06.94
 
A 29 de Julho estava a partir para férias. Passados uns tempos, nem nós próprios acreditávamos: seria possível que ... há 7 anos que não íamos a Vale de Espinho?!  Como tinha sido possível?  Mais  ainda  do
que naquela época, hoje parece-me impensável que tivessem passado 7 anos sem ir à "minha" terra, à "minha" Vale de Espinho, à "minha" Malcata, aos "meus" campos e lameiros. A terra já havia levado o velho Zé Joaquim Malhadas, pai de meu sogro, bem como as duas avós da minha arraiana, as velhas "ti Guta" e a "ti Maria Clementa". Mas principalmente o ramo familiar emigrado em Tours continuava a ter lá casa ... uma das quais tinha sido e iria continuar a ser o nosso "poiso".
E de Vale de Espinho partimos um dia à descoberta das Serras da Gata e da Penha de França, atravessando a região de Alberca e de Las Hurdes. Las Hurdes, onde Luís Buñuel encontraria em 1933 a matéria-prima para as suas idéias cinematográficas; as lentes da câmara captam de maneira crua a vida miserável dos hurdanos, os seus costumes e tradições, as doenças, as migrações, a precariedade da agricultura, a distância que os habitantes precisam percorrer para levar os seus mortos ao cemitério mais próximo; um lugar esquecido, retratado no célebre documentário "Las Hurdes, tierra sin pan".
Cume da Penha de França, 26.07.1994
Paisagem, Malcata, 1.08.1994
Torre da Machoca, Malcata, 1.08.1994
 
É também pela primeira vez que, a partir de Vale de Espinho, nos embrenhamos a sério no paraíso da Malcata. A partir da velha estrada da carreira de tiro da Meimoa, chegamos às margens da barragem, passamos o Meimão, subimos ao alto da Machoca ... e maravilhamo-nos com a paisagem a perder de vista: da Serra da Estrela às Mesas, com o vale do Côa aos pés ... aquelas eram efectivamente as "minhas" terras!
Mas as férias prosseguiriam a sul: uma volta pelas praias do Sudoeste Alentejano fez-nos recordar a excursão com alunos. E, no fim ... Santa Cruz uma vez mais ... e mais uma vez uma ida às Berlengas.
 
15 de Março de 2011

segunda-feira, 18 de junho de 1990

1990: Regresso a Doñana, S. Jacinto ... e Berlengas

1990! Tínhamos entrado na última década do século! Com o Clube "Amigos da Natureza", os próprios alunos escolhiam agora os destinos onde todos íamos, em conjunto, viver e partilhar a Natureza, as áreas protegidas da nossa Península Ibérica. O programa de actividades era delineado por todos, de acordo com as idades e as experiências anteriormente vividas. A equipa de professores tornava-se  também  mais unida,
Praia de Matalascañas, 20 de Fevereiro de 1990
constituindo um núcleo dinamizador. E da colaboração com o Clube de Áudiovisuais resultou não só a consolidação de amizades, mas também o início das "brincadeiras" em vídeo: as nossas "aventuras" passaram a ser filmadas!
A 20 de Fevereiro de 1990, estava assim a partir pela 4ª vez, com alunos, rumo ao Parque Nacional de Doñana: 4 dias de são convívio, observação e aprendizagem, com alunos ... desde o 7º ao 12º ano! Um dos alunos deste grupo era aliás ... o filho mais velho do autor destas linhas, no seu primeiro ano na Escola Secundária de Sacavém (7º Ano de escolaridade).
Acampámos no já velho conhecido Camping Rocío Playa, permitindo o tradicional fogo de campo e convívio nocturno, na praia. O Clube tinha pedido a eventual colaboração da Câmara de Loures, para esta e outras actividades ... colaboração que veio sob a forma de salsichas, assadas na fogueira da primeira noite na praia...J!
El Acebuche, Doñana, 21.02.1990 - à porta do Centro
Esta visita a Doñana ficaria também assinalada por uma alegre e divertida "canção", composta pelos alunos e dedicada aos professores, que se tornaria "célebre" durante todas as actividades seguintes dos "Amigos da Natureza". O refrão rezava assim:

Olhem só a cambada
com que a gente se meteu!
É Roques p'ra cá,
Callixtos p'ra lá,
e Boavida, é o que isto dá,
e mais um Canhão...
p'ra aumentar a confusão

E a música propriamente dita:

Aí vem o Roque,
o Roque da pequenada;
parece chanfrado
mas no fundo não é nada...
É o Roque, Roque da pequenada!
Roque, Roque, Roque...
Roque da pequenada!

Agora o Callixtinho,
tão pequenininho,
tem uma passada
que não lhe chega a nada.
É o Callixto...
o nosso Callixtinho!


No fim, seguia-se o refrão ... e ainda a estrofe à direita:
Aí vem o Canhão,
com o seu bonezinho.
Toca bem violão,
é um coroa enxutinho.
Canhão ... bum!
É o nosso Canhãozinho!

Há um bem baixinho
e mais caladinho.
É bom na bebida:
é o prof Boavida!
Ai sim, sim, sim, sim...
isto é que é vida!

Ai que Boavida
é esta a dos "Profes"
Começa nos Callixtos...
e acaba nos Roques



Esta deslocação a Doñana foi ainda objecto ... do primeiro "documentário" em vídeo das actividades de campo realizadas na Escola Secundária de Sacavém, pela mão do Clube de ÁudioVisuais. A "Canção dos Profes" ... pode portanto ser vista e ouvida.

Dois  meses depois,  a 22  e  23 de Abril  de 1990,  estávamos na Reserva  das  Dunas de S. Jacinto,  em
Dunas de S. Jacinto, 23.04.1990
Chapim na mão do guia de S. Jacinto
modalidade inédita: um carro particular e uma carrinha VW alugada! Éramos apenas 14 ... 10 rapazes, 2 raparigas e 2 professores. Receberam-nos as já conhecidas camaratas da casa-abrigo. E mais uma vez novos alunos conheceram aquela área protegida. Com as explicações do guia, ficaram a conhecer os chapins, os mergulhões, várias espécies de patos, visitaram a estação de recuperação de aves de rapina.

E, a 14 de Junho, voltava a estar de partida da Escola, com os "Amigos da Natureza" ... rumo às Berlengas. A base foi no Parque de Campismo de Peniche, onde passámos três noites. Como "prémio" de final do ano lectivo, esta actividade foi fundamentalmente de praia para aquela rapaziada ávida, mas fizemos o percurso pedestre de volta à Península de Peniche, do Baleal ao Cabo Carvoeiro e deste de regresso à vila, incluindo a visita ao Forte, de tenebrosas memórias. Junto ao Cabo, o Santuário dos Remédios lá estava ... recordando-me a estadia feita 17 anos antes ... acampado à porta da amada...J!
A caminho da Berlenga, 17 de Junho de 1990
Berlenga à vista!
A Berlenga também mereceu a volta à ilha, claro. As gaivotas com as suas crias já então eram donas e senhores. A maioria dos alunos não conhecia aquele pedaço de Portugal afastado da costa, tendo ficado maravilhados com tudo ... menos com os balanços do velho "Cabo Avelar Pessoa"!
Ao fim destes 4 dias, as vivências e a camaradagem entre todos ficaram, como sempre, nas memórias.

23 de Fevereiro de 2011

terça-feira, 26 de agosto de 1986

Pela Serra do Açor, Dunas de S. Jacinto ... e não só

Verão de 1986. Um colega de Sacavém e família convidam-nos para uns dias em Arganil e umas voltas pela Serra do Açor. Há muito que queria conhecer a famosa Mata da Margaraça. Assim foi: nos primeiros dias de Julho, tomámos como base a aldeia de Sarzedo, próximo de Arganil e debruçada sobre o Rio Alva, e dali corremos a belíssima zona da Serra do Açor.
Sarzedo, Arganil, Julho de 1986
Debruçados sobre o Alva
Na Fraga da Pena
Mata da Margaraça, Julho de 1986
Pela Mata da Margaraça
Piodão, encravada na Serra do Açor
Em Piodão, Julho de 1986
Estes dias de Julho foram contudo também de descanso e de leitura, no "retiro" das margens do Alva e, também, na barragem da Aguieira ... onde fizemos praia. E serviram ainda de mote para as férias de 1986, umas férias bem portuguesas ... para descansar das agruras desérticas do ano anterior...J!
S. Jacinto, 3 de Agosto de 1986
Na Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto
Assim, no início de Agosto estávamos na ria de Aveiro, começando a nossa volta pela Natureza lusa na Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, que ainda não conhecíamos.
Aspectos da Reserva Natural das
Dunas de S. Jacinto, Agosto de 1986
Como em muitos outros casos, esta primeira visita à reserva das Dunas de S. Jacinto originou ... diversas visitas com alunos, realizadas nos anos seguintes.
Sarzedo, Arganil: no rio Alva, Agosto 86
Mas as férias de 86 prosseguiram ... para as Serras do Açor e do Caramulo. Os dias de Julho à beira do Alva tinham deixado a vontade de lá voltar, tanto mais que precisamente em Sarzedo havia um parque de campismo; agora sem tenda nem "casa ambulante" ... havia bungalows. Depois, atravessámos a Serra do Açor, passámos as Minas da Panasqueira e fizemos nova "etapa" nas Termas de Monfortinho, com uma passagem por Monsanto ... chamada a "aldeia mais portuguesa de Portugal".
O morro de Monsanto da Beira, Agosto de 1986
Monsanto, Agosto de 1986
Em terras de Salvaterra do Extremo
Seguiram-se as terras de Salvaterra do Extremo e de Alcântara. Ao longo do Tejo, fomos a Cedillo, encravada entre a nossa Beira e o Alto Alentejo. Dezassete anos depois ... voltaria lá com o meu Grupo de Caminheiros!
Ponte de Alcântara, sobre o Tejo, Agosto de 1986
Ponte da Ajuda, entre Elvas e Olivença, Agosto de 1986
As últimas etapas foram em Olivença e em terras de Monsaraz ... mas as férias terminariam tradicionalmente em Santa Cruz, de onde, no fim de Agosto ... voltámos às "nossas" Berlengas.
E ... voltámos à Berlenga, Agosto de 1986
Praia e bairro de pescadores, Berlenga, Agosto de 1986
12 de Fevereiro de 2011

sábado, 23 de outubro de 1976

Os anos revolucionários (2): 1975 / 76

A "descoberta" do Gerês, no "verão quente" de 1975, acentuou definitivamente a revolução que me transformaria no amante da montanha, das serras e dos vales, das florestas. Não, não tinha ainda carro, nem carta de condução, que os magros salários não davam para esses luxos. Por isso ... até as idas a Vale de Espinho eram de comboio ou de autocarro ... ou as duas coisas. Em Agosto de 1975, grande parte das férias lá foi de novo na aldeia arraiana que já começava a ser minha. O Freixial era sempre o ponto de convívio, de brincadeiras, dos banhos nas águas gélidas mas límpidas do Côa. Mas as "minhas botas, velhas, cardadas" já começavam também a palmilhar as "léguas sem fim" da Serra da Malcata. Contemplei pela primeira vez Vale de Espinho do Cabeço da Pelada, subi ao Cabeço da Moura, à raia de Espanha ... e extasiei-me ante a imponência das panorâmicas a perder de vista! Lá ao fundo, para sul, o cabeço de Monsanto destacava-se; a oeste e sudoeste,  a Estrela e a Gardunha altaneiras;  a nascente,  as  serranias
Acampamento nas nascentes do
Alviela, 12 de Setembro de 1975
de onde vem descendo o Côa ... cuja nascente só me seria revelada muitos anos mais tarde.
Mas ... a Espeleologia tinha deixado raízes ... e saudades! Na continuação dos trabalhos para a cadeira de Ecologia, porque não levar o Dr. Magalhães e os colegas que quisessem alinhar ... aos Olhos de Água do Alviela? O fim de semana de 12 a 14 de Setembro de 1975 foi o primeiro de vários ali passados, acampados junto ou dentro da gruta dos Amiais, em trabalhos de recenseamento das populações de morcegos ali existentes.
17 de Junho de 1976 -
a caminho da Serra da Nogueira
Já em Junho de 1976, levei-os também às grutas de Leceia. E voltámos à Tapada de Mafra ... no regresso da qual passámos uma memorável noite de Santo António em casa do Dr. Magalhães!

17 a 19 de Junho de 1976: também pela mão do Dr. Carlos Magalhães, conheço outra importante área natural de montanha, a Serra da Nogueira, lá nas terras de Trás-os-Montes. Ficámos todos alojados na Casa Florestal da Nogueira, participando e acompanhando trabalhos de recenseamento de lobos e de cervídeos, mas também num mais uma vez excepcional ambiente de convívio e camaradagem.
Na Casa Florestal da Nogueira,
18 de Junho de 1976
Nos carvalhais da Nogueira,
18 de Junho de 1976
Casa da Nogueira, 18 de Junho de 1976 - uma cria de lobo cuja mãe havia sido abatida
A viagem Bragança - Lisboa, feita numa velha Portaro dos Serviços Florestais ... foi uma aventura. Mas, mesmo assim ... "desviámos" a Portaro: a família Magalhães foi conhecer Vale de Espinho!

E as cadeiras do curso de Biologia iam avançando; no verão de 1976, estávamos a completar o 4º ano ... e
17.07.1976 - Nos salgados de Corroios, com o Professor
Fernando Catarino
a precisar de férias...J! 1ª semana de Agosto: uma semana acampados no Portinho da Arrábida! Depois ... Santa Cruz e o regresso às Berlengas!
13.08.1976 - Praia de Santa Rita, ruínas do
antigo mosteiro de Penafirme
No dia 13 fizemos uma jornada a pé  ao  longo  das arribas, de Santa Cruz à praia da Corva, a norte de
Porto Novo.
13.08.1976 - Praia de Porto Novo
















E na 3ª semana voltámos a acampar no paraíso das Berlengas, com 3 amigos feitos ainda no velho "Cabo Avelar Pessoa".
No paraíso da Berlenga, 18 de Agosto de 1976
Acampamento na Berlenga

Em Setembro/Outubro de 1976 ... nova "revolução"! Como todas as revoluções, implicava uma decisão: ia fazer  o  final  do curso  de Biologia com Formação Científica ou  Educacional ?  A chama da Espeleologia
Acampamento junto às grutas de Assafora, Sintra,
2 de Outubro de 1976
estava ainda acesa e os trabalhos com morcegos tinham-na reactivado.
Colónia de morcegos nas grutas do
Amiais, Alviela, 23 de Outubro de 1976


Com o objectivo de uma possível especialização científica na ecologia e comportamento daqueles nossos parentes cavernícolas, em Outubro de 1976 acampámos nas grutas de Assafora, Sintra, e, dois fins de semana depois, de novo nas minhas velhas conhecidas nascentes do Alviela. Ainda comecei, aliás, um estágio científico no Instituto de Medicina Tropical, precisamente sobre parasitologia em Quirópteros.

Mas outra chama tinha estado também sempre latente: porque não ... tornar-me um Ribau? Cativar os jovens para as Ciências da Vida, para os grandes espaços naturais que eu aprendera a amar? A paixão pela docência começou a fermentar ... e viria a ocupar-me ao longo de 3 décadas!
26 de Janeiro de 2011

quinta-feira, 23 de agosto de 1973

Cantando é como se dissesse: estou aqui !

Para além das paisagens e dos grandes espaços que as viagens paternas me tinham  mostrado,  para  além
Santa Cruz, 20 de Maio de 1973
das muitas fragas galgadas nos "anos loucos" de 1970 a 72, um recanto natural que me era e é familiar desde que nasci são os pinhais e as arribas costeiras da Praia de Santa Cruz, Torres Vedras.
Quantas contemplações daquele mar impetuoso, galgando as "varandinhas" da Praia Formosa, ou o sopé do Penedo do Guincho. Quantas caminhadas pinhais fora, ou pelas arribas, entre a Praia Azul e Porto Dinheiro. E, também ... quantas passeatas na bicicleta ou na motorizada alugada ao "velho" Sr. Filipe ... incluindo vários "malhanços"...J! Quantos anseios sonhados...
Agora que, em 1973, eu tinha uma companheira ... era "obrigatório" levá-la a Santa Cruz...J! E se em Abril eu tinha conhecido Vale de Espinho ... em Maio ela conheceu as arribas e os pinhais de Santa Cruz. Claro que, mais uma vez ... brasinha, brasinha, cada um em sua casinha...J!
E chegamos ao Verão de 1973.  A Paróquia de Moscavide, onde a minha arraiana vivia,  organizava  todos os anos uma Colónia de Férias para jovens, junto ao Santuário dos Remédios, no Cabo Carvoeiro, Peniche.
Colónia nos Remédios, Peniche,
12 de Agosto de 1973
Em 1973, foi de 10 a 25 de Agosto: 15 dias que passei, acampado ... em frente da Colónia de Férias dos Remédios...J! Mas não fui o único! Outros que, como eu, tinham o "estatuto" de namorados das gaiatas, ali estavam também!  Naqueles 15 dias,  muitas vezes  íamos
Cabo Carvoeiro, 16.08.1973
para o Cabo Carvoeiro depois do jantar, ver o mar e o céu, cantar, viver a nossa juventu-de. Outras vezes íamos a pé à vila, a Peniche, algumas vezes até de madrugada, ao pão quente. Era uma colónia de férias da paróquia, mas até a missa era momento de conví-vio e de canto. Obrigado Padre Cosme e Padre Cartageno ... obrigado Francisco Fanhais, pelas muitas músicas que dele cantávamos ... porque "cantando é como se dissesse: estou aqui ! "
No dia 22, fomos no velho "Cabo Avelar Pessoa" até ao paraíso das Berlengas. Passámos lá o dia, entre o mar e o céu. Parecia-nos que o tempo tinha parado, que nada mais havia no Universo senão nós, as águas transparentes e as rochas luzidias!

Ao regressar a Lisboa, deixei para trás a última "aventura" daquela etapa da minha vida ... a vida de solteiro. Ao passar, perto da Lourinhã, na placa que dizia "Bolhos 4 km", não deixei de relembrar que foi ali que tudo começou, na Espeleologia, nas grutas de Bolhos, quase 3 anos antes. Juntámos os "trapinhos" em Dezembro de 1973.
20 de Janeiro de 2011